Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edílson e Luizão. Técnico Oswaldo de Oliveira. árbitro: Jorge dos Santos Travassos (RJ).Por Arnaldo Ribeiro São Paulo, 07 (AE) - Repetição da final do Brasileiro do ano passado; disputa da liderança e da artilharia da competição deste ano; craques enfrentando suas ex-equipes; o retorno de Marcelinho. Cruzeiro e Corinthians, dois clubes que devem ter em breve até o mesmo parceiro econômico, a Hicks Muse, disputam amanhã, às 21h40, no Mineirão, o jogo mais atraente do Campeonato Brasileiro até o momento. Para o time paulista - que perdeu a invencibilidade e o aproveitamento de 100% na última partida, contra o Flamengo -, manter o primeiro lugar até o fim da primeira fase passou a ser a nova obsessão. Com 21 pontos, sem ter largado a ponta desde a primeira rodada, o Corinthians mantém uma vantagem de 3 pontos sobre o adversário de hoje. "Todas as vezes em que converso com os jogadores, tocamos no ponto da liderança, que precisamos manter a todo custo; ela nos daria uma vantagem muito grande nos playoffs, justificou o técnico Oswaldo de Oliveira, lembrando a campanha do ano passado, quando o Corinthians conquistou o título. "A vantagem do mando de campo e dos empates foi fundamental para eliminarmos Grêmio e Santos antes de pegarmos o Cruzeiro na final. Para Oswaldo, o segredo para Corinthians e Cruzeiro permanecerem no topo do futebol nacional deve-se ao fato de os clubes terem preservado seus times-bases. "As duas equipes não mudaram seu núcleo, o meio-de-campo, que é o ponto de equilíbrio de um time; por isso, continuam entre as melhores do País, ao lado do Palmeiras e do Vasco. Com o "núcleo mantido, as trocas na defesa não foram tão sentidas. Os ex-cruzeirenses Dida e João Carlos agora defendem o Corinthians, que cedeu Cris ao Cruzeiro, que já tinha o ex-corintiano Marcelo Djian. A grande preocupação da zaga corintiana esta noite é neutralizar o atacante Alex Alves, artilheiro do Brasileiro com 11 gols, 2 a mais que Luizão, que jogou com ele no Palmeiras. Outro jogador do Corinthians que atuou com Alex Alves, mas na Portuguesa, é o lateral Augusto. "Temos de chegar junto assim que ele dominar; se deixar ele girar e vir para cima, já era, porque ele dribla tanto para o meio quanto para o fundo e é rápido e ágil, analisou. "Não podemos deixar ele usar a velocidade; se não der para antecipar, temos de parar a jogada, sem violência, afirmou o zagueiro Nenê, que só não quer competir com Alex na capoeira, comemoração característica do atacante cruzeirense. "Joguei capoeira quando garoto, mas desaprendi, disse. O trunfo do Corinthians para amanhã é o retorno de Marcelinho, depois de dez dias afastado por contusão muscular. "Você perde um pouco de ritmo, coordenação e movimentação. Marcelinho considera que é melhor o Corinthians enfrentar o Cruzeiro fora de São Paulo. "A responsabilidade maior passa a ser do adversário, que joga mais aberto e dá mais espaço; o Flamengo aproveitou-se disso quando enfrentou a gente. Oswaldo disse que pretende aproveitar os três atletas que estiveram na seleção. Dida, João Carlos e Vampeta, o único que preocupa o técnico, dormiriam em São Paulo e viajariam para Minas amanhã, às 10 horas. Os corintianos têm procurado evitar falar do clássico de domingo, contra o Palmeiras, mas Oswaldo já adiantou que a equipe faz questão de jogar no Pacaembu. "O mando é nosso, o Pacaembu é nossa casa e até enviamos funcionários do clube para cuidar do gramado. Dida; César Prates, João Carlos, Nenê e Augusto; Rincón, Vampeta

mockup