Rio, 31 (AE) - O técnico e os jogadores do Corinthians apresentaram várias explicações para justificar a goleada sofrida hoje, por 4 a 0, para o Atlético-MG, no Maracanã, e as vaias dos torcedores. O treinador Oswaldo Oliveira disse que o resultado do jogo refletiu "o acúmulo de erros da equipe, que atuou desconcentrada". Ele afirmou que o desgaste físico do grupo influencou no rendimento do time, admitiu poupar alguns jogadores na partida de quarta-feira, contra o Grêmio, no Olímpico, mas deixou claro sua irritação. "A derrota, nessas circunstâncias, sempre preocupa; não podemos aceitá-la." O fato de o Corinthinas ter levado 67 gols em 50 jogos na temporada foi interpretado como uma "coisa normal" por Oswaldo. "Um time que joga muito no ataque, como o nosso, fica mais exposto", declarou. Para ele, a equipe demonstrou apatia e "falta de sintonia". "Isso é típico de quem obtém a classificação com antecedência, mas não pode acontecer." Ele minimizou a crítica da torcida, que, durante boa parte do segundo tempo, gritou em coro "timinho" e "mercenários" para os jogadores do Corinthians. O próprio Oswaldo foi ofendido com palavras de ordem. "Só acho que a torcida deveria ter mais calma." O apoiador Vampeta disse que o time esteve disperso. "Pela primeira vez no Campeonato Brasileiro, o Corinthians mereceu perder de quatro." A atitude dos torcedores provocou, no vestiário, a reação do meia Rincón. "Não aceito ser chamado de mercenário; eu corro em campo, luto e não paro um instante", desabafou. "Eles têm até direito de reclamar, mas deveriam lembrar que este time é o atual campeão paulista." Para Marcelinho, "a grandeza do Corinthians não foi abalada" com a derrota de ontem. "O campeonato é muito equilibrado e há variações de resultados em todas as rodadas", observou. Ele eximiu de culpa os colegas e o treinador pela goleada. "Não temo de sacrificar ninguém pelo que aconteceu aqui." Marcelinho reconheceu que o Corinthians entrou em campo apático e "quando tentou acordar, já era tarde".

mockup