São Paulo - É difícil. Mas o Corinthians espera que Guerrero entenda a difícil situação financeira pela qual o clube passa e aceite renovar contrato por valores mais realistas. Uma conversa dos dirigentes com o procurador do peruano, Bruno Paiva, ocorrerá nos próximos dias e um dos argumentos que a ser utilizado é que o clube está "cortando na carne" para poder honrar seus compromissos.
Recentemente, o presidente Roberto de Andrade reuniu-se com diretores de várias áreas e definiu cortes em todas elas. O "sacrifício" será em torno de 10% em cada um e o clube, inclusive, deve dispensar cerca de 100 funcionários.
O orçamento do clube para este ano é de R$ 117 milhões e entre os conselheiros há quem não acredite que, com o quadro atual, ele seja cumprido. Isso porque a dívida do clube é de R$ 313 milhões. Essa conta não inclui o R$ 1 bilhão devido pela construção do Itaquerão. A partir de julho, o clube terá de pagar R$ 5 milhões mensais referentes ao empréstimo feito pelo BNDES para que o estádio fosse erguido.
É essa realidade que será apresentada a Guerreiro. Quando negociava com a diretoria anterior, o artilheiro, cujo contrato termina em 15 de julho, estava pedindo US$ 7 milhões de luvas e R$ 500 milhões mensais para renovar. Com a explosão do dólar, esses valores atualmente representariam um gasto de cerca de R$ 23 milhões e R$ 1,65 milhão, respectivamente.

mockup