São Paulo - Para o Corinthians, a possível venda do atacante Romarinho é um ótimo negócio do ponto de vista financeiro. Mas, se for realmente concretizada, será péssima para o time, que disputa duas competições simultaneamente - Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.
Esse é o dilema da diretoria corintiana, após ter recebido uma proposta do futebol do Catar para negociar Romarinho. O El Jaish, por meio do empresário brasileiro Carlos Leite, demonstrou interesse em comprar o atacante de apenas 23 anos.
A oferta, que seria de cerca de 7 milhões de euros (mais de R$ 20 milhões), agrada ao Corinthians, clube que detém apenas 40% dos direitos econômicos do atleta - Carlos Leite tem 50%, enquanto o Bragantino, onde ele começou a carreira, possui os outros 10%.
No caso de uma eventual venda, o prejuízo seria técnico, num momento em que o clube pode perder outro atacante (o peruano Paolo Guerrero), além de não ter conseguido contratar Nilmar, reforço pedido pelo técnico Mano Menezes para reforçar o ataque - a pedida salarial dele foi considerada muito alta pela diretoria corintiana.
Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians, confirmou a proposta recebida por Romarinho. "Estamos analisando, é preciso falar com o jogador. Vários fatores precisam ser analisados", contou o dirigente.
O problema é com a situação de Guerrero. O atacante vai perder mais dois jogos porque está defendendo a seleção peruana. E na próxima semana será julgado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela trombada no árbitro Leandro Bizzio Marinho durante o jogo de ida contra o Bragantino, no dia 27 de agosto, pela Copa do Brasil.
Como o lance é similar ao que aconteceu com Petros, a punição pode ser pesada - até seis meses de suspensão, que foi o que recebeu o meia do Corinthians. Se perder Guerrero, em julgamento no STJD, e Romarinho, em caso de negociação, o ataque titular corintiano seria formado por Luciano e Romero.
O quadro se agravaria em caso de suspensão, como vai acontecer no domingo. Luciano recebeu o terceiro cartão amarelo e não enfrenta o Criciúma, no interior catarinense, pela 19ª rodada do Brasileirão. Nessa caso, restaria apenas o garoto Malcom como opção para o ataque.
A escassez de jogadores obriga a diretoria buscar nomes mais modestos para reforçar o time. "Um mercado que nos interessa é o da Série B. Estamos olhando", afirmou Edu Gaspar.

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