Agência Estado
  São Paulo - Chegou o dia. Pelo menos a primeira e boa chance matemática. Após 328 longos dias, 47 semanas de vergonha, alvo de piadas e chacota dos rivais, o corintiano tem tudo para voltar a falar com orgulho hoje: ‘‘Meu time é de primeira divisão’’. Uma vitória diante do Ceará, às 16 horas, no Pacaembu, pode selar o retorno à elite nacional após um desastroso 2007 - basta que seja acompanhado de um empate do Barueri contra o Paraná, no mesmo horário.
  Do fatídico dia 2 de dezembro de 2007, data do rebaixamento com o empate por 1 a 1 diante do Grêmio, em Porto Alegre, muita coisa mudou. No time da maior inglória alvinegra, sobraram apenas jovens promessas, como Dentinho, Lulinha, Júlio César e Bruno Octávio, mais o bom goleiro Felipe, além de Carlos Alberto e Fábio Ferreira - os dois últimos a pedido de Mano Menezes. Ficaram para ‘‘recolocar o time no lugar onde merece’’. ‘‘Só deixo o Corinthians quando ganhar títulos aqui, quero ficar marcado na história positiva do clube’’, diz Felipe.
  Diante do Pacaembu lotado – deve bater recorde de público na Série B, com 37 mil torcedores –, o time ideal de Mano Menezes, completado pela liberação de Chicão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD), podem garantir a festa da torcida no estádio após mais de 50 anos. Desde a conquista do Paulista de 1954, em cima do arqui-rival Palmeiras, o Corinthians não comemora algo expressivo em sua ‘‘casa’’.

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