Corinthians sofre com pressão na reta final
São Paulo - As diretorias do Corinthians e da MSI não estão conseguindo filtrar os problemas para deixar tranquilos os jogadores do Corinthians para as duas últimas partidas que definirão o título brasileiro. Pelo contrário até. Por falta de sintonia entre Kia Joorabchian e o presidente Alberto Dualib, ainda não foi acertada a premiação se o time for campeão.
O desmaio de Hugo no treino de terça-feira é só um reflexo de um grupo de atletas que está cansado, abatido fisicamente. As 71 partidas disputadas em este ano estão pesando Marcelo Mattos nem treinou ontem. E, além disso, há a pressão de torcedores, mídia e dirigentes para que o clube conquiste de qualquer maneira o Campeonato Brasileiro.
''Nós estamos pressionados mesmo. A gente gostaria de estar mostrando um melhor futebol, só que o time está cansado. O grupo ficou desgastado com o excesso de partidas e as viagens. Por isso, não estamos mesmo jogando bem'', admitiu o atacante Nilmar.
Já chegou até aos ouvidos de Antônio Lopes a cobrança da MSI e da diretoria corintiana pelo fraco futebol que o clube está mostrando nas últimas partidas. Há o medo de que o Corinthians perca o embalo quando mais é necessário, nos jogos que definirão o título.
Analisando o desgaste do time, o fisiologista Renato Lotufo recomendou que fosse diminuída drasticamente a carga de treinos nessas duas semanas que irão definir o título. Há cuidado específico com as estrelas do time. Principalmente com Tevez, Nilmar, Marcelo Mattos e Gustavo Nery.
A indefinição com relação à premiação do título é algo que está perturbando o grupo. Os jogadores temem ser tachados de mercenários, mas querem a definição do prêmio. Há todo um cuidado ao tocar no tema.
''Precisamos nos resguardar quando falamos sobre a premiação. Se confirmarmos que acertamos, vão falar que menosprezamos os nossos adversários. Se revelarmos que nos reunimos para discutir o prêmio, vão falar que estamos com a nossa cabeça fora do foco dos próximos jogos. É tudo delicado'', revelou o zagueiro Marinho. ''Na Europa a premiação é acertada quando os campeonatos vão começar. Com isso fica mais fácil para todos'', lembrou Nilmar.
Os comentários no Parque São Jorge são fortes de que a pedida dos atletas é de R$ 200 mil, proporcional ao número de partidas de cada um. Mas Kia não quer discussão e até sexta-feira deverá passar o valor que a MSI irá pagar. (A.E.)





