Corinthians só empata com Paulista
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domingo, 20 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - O torcedor do Corinthians deve esperar ainda mais um tempo para ver seu time disputando as primeiras colocações de um campeonato. Ontem, o time foi a Jundiaí e não saiu do 0 a 0. Criou algumas chances, mas bem menos do que se esperava de uma equipe formada por estrelas como o argentino Carlos Tevez e o meia Carlos Alberto. Com 13 pontos, fica a 9 do líder São Paulo e não dá mostras de ter forças para uma grande recuperação no Estadual. O Paulista foi a 14.
O técnico Tite tem parte de culpa no marasmo que por vezes toma conta da equipe. Faltam peças, é certo. Neste jogo, por exemplo, não tinha um lateral-esquerdo (o titular Fininho foi suspenso após fazer gestos obscenos à torcida quarta-feira, contra o Sampaio Corrêa) e teve de improvisar Coelho na vaga. Os reforços vão chegando aos poucos, o que dificulta o entrosamento, também é verdade. Mas como justificar o fato de o treinador não dar chances a Dinelson, manter Jô na frente e Gil no meio.
Os primeiros minutos da partida foram desanimadores. A bola não saía do meio-de-campo, num misto de pouca ousadia com falta de qualidade dos dois lados. O Corinthians buscava mais as jogadas, em vão quase sempre. O Paulista, um pouco mais organizado em campo, tentava as laterais, sem sucesso.
Coelho não se dava bem na esquerda. Carlos Alberto não aparecia no jogo e Tevez fazia o possível. Aos 31, a melhor jogada do Corinthians, o gol mais feito, porém desperdiçado pelo atacante argentino. Gil podia até ter chutado, viu o argentino em melhor posição e tocou. Tevez bateu colocado, na mão do goleiro Rafael. E os argentinos não estavam mesmo em um bom dia. Dois minutos depois, Sebastian Dominguez, o Sebá, sem marcação, cabeceou para fora.
Para que não fique parecendo preconceito, os erros não foram exclusividade dos jogadores vindos da Argentina. Aos 38, Davi, do Paulista, recebeu belo lançamento de Fábio Gomes, dominou na frente do goleiro Fábio Costa e chutou para fora.
Da metade do tempo para a frente os corintianos cresceram. De 0 a 10, saíram de uma nota 6 para 7. Enfim, nada para ser comemorado. O próprio atacante Gil disse no intervalo que o time entrou desorganizado e só foi se acertando no decorrer do primeiro tempo. ''Agora temos de voltar com velocidade, para vencer a partida'', receitou.
Mas não foi o que ocorreu. A segunda metade do confronto foi ainda pior para o Corinthians. Não por não ter tentado o gol, mas sim porque o Paulista buscou a vitória mais do que ele.
EM JUNDIAÍ
Paulista 0
Rafael; Lucas, Anderson, Thiago Mathias e Julinho; Fábio Gomes, Christian, Ricardinho (Rodolfo) e Márcio Mossoró; Davi e Marcos Dias (Gláucio). Técnico: Vágner Mancini.
Corinthians 0
Fábio Costa; Edson, Anderson, Sebá e Coelho; Wendel, Rosinei (Marcelo Mattos), Carlos Alberto e Gil (Élton); Jô e Carlos Tevez (Dinelson). Técnico: Tite.
Árbitro: Marcelo Rogério.
Cartões amarelos: Coelho, Gil, Christian, Edson, Márcio Mossoró e Davi.
Renda: R$ 197.156,00.
Público: 10.340 pagantes.
Estádio: Jaime Cintra.


