Corinthians se une fora de campo para tentar o título (Atenção Editor: a retranca
Corinthians/Calendário ficou para amanhã) Por Arnaldo Ribeiro e Wilson Baldini Jr.
São Paulo, 07 (AE) - Rincón, que não fala com Edílson, que não gosta de Marcelinho, que não se entende com Rincón. Para o técnico Oswaldo de Oliveira, do Corinthians, pouco importa. Segundo ele, o fundamental é que o time seja capaz de conquistar títulos, mesmo quando os jogadores não são amigos fora de campo. "Um não é obrigado a batizar o filho do outro, mas, profissionalmente, estão unidos em função de ganhar o título."
O atacante Edílson revelou que antes da primeira partida contra o São Paulo, pelas semifinais do Campeonato Brasileiro, dirigiu-se ao grupo e buscou amenizar as adversidades com Rincón. Os dois tinham problemas desde os tempos de Palmeiras e não se falavam desde o jogo contra Wilsterman, na Bolívia, pela Libertadores. "Achei que este fato poderia prejudicar a equipe na fase decisiva", disse Edílson. "A gente não se falava fora do campo, mas isso não influía na hora do jogo; de qualquer forma, acho que o grupo se fortaleceu após a atitude do Edílson", afirmou Rincón.
"Com eles naquela situação, fomos campeões paulistas e brasileiro", lembrou Oswaldo. O técnico disse que "este tipo de problema vira notícia porque o Corinthians é uma janela aberta." E comparou: "Se fosse o Mané que tivesse brigado com o Joaquim no Íbis (time pernambucano) ninguém daria importância." E completou: "Nenhum grupo de 40 pessoas consegue passar muito tempo sem ter algum tipo de problema."
Edílson destacou o trabalho do treinador nos bastidores do time. "Ele sabe como administrar vaidades dentro do grupo."
Assim, Oswaldo espera convencer os críticos que tem o controle do grupo. "Tenho minha forma de comando; uma equipe sem comando não chega a uma decisão de título."
Alerta - Antes do início do treinamento de hoje à tarde no Parque São Jorge, Oswaldo de Oliveira conversou 30 minutos com os jogadores. Pauta: manter o equilíbrio dos jogadores, após a vitória sobre o São Paulo. "A torcida pode ficar entusiasmada
mas nós precisamos manter a seriedade", afirmou, referindo-se ao clima de favoritismo que surgiu entre os torcedores corintianos.
Durante sua preleção, Oswaldo usou o exemplo da Taça Brasil de 1959, quando o Santos perdeu para um "desconhecido" Bahia. "E o Pelé tinha 19 anos, hein?", disse o treinador.
Para a primeira partida de decisão, além dos problemas na defesa, o time tem seis jogadores "pendurados: Dida, Rincón, Edílson, Luizão, Kléber e João Carlos.





