São Paulo - O Corinthians vai se preparar para enfrentar o milionário Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo, no domingo, como se fosse uma decisão. O clube que está há dez partidas sem perder e é o único grande entre os quatro primeiros colocados do Campeonato Paulista, quer vencer o jogo para ganhar ainda mais o respeito dos adversários e a confiança de seus próprios torcedores.
A pedido de Mano Menezes, o presidente Andrés Sanchez autorizou quatro dias em Atibaia em regime de concentração total. ''Todos sabem da importância dessa partida. O Palmeiras é o grande rival do Corinthians. Precisamos trabalhar muito para corrigir os problemas do time. E quanto mais tranquilidade para isso melhor'', diz o técnico, calejado com os tempos de Gre-Nal.
O cenário era parecido. Assim como o Grêmio de Mano não tinha tantos recursos para investir no time como o rival Internacional, o Corinthians gastou cerca de R$ 6 milhões em reforços, vários deles pagos de forma parcelada, ''a perder de vista'', enquanto a Traffic investiu pelo menos R$ 17 milhões em contratações no Palmeiras. Em Porto Alegre, Mano Menezes utilizou muito bem a diferença econômica dos dois grandes rivais. Acabou bicampeão gaúcho - títulos que desestabilizaram o Inter.
A ida para Atibaia tem justificativa: Mano quer treinar em segredo os substitutos de Fabinho, Dentinho e Acosta, que estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo. A tendência é que utilize Bóvio, Herrera e Diogo Rincón, que chegou na semana passada e vem impressionando pela boa forma física - sua presença só vai depender do que fizer até sexta-feira ou sábado.
O goleiro Felipe, que não atuou contra a Ponte Preta para tratar de contusão no ombro direito, está fazendo tratamento intensivo e deve voltar ao time para o clássico.

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