Corinthians reconhece falta de peças
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segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O sonho de terminar o Campeonato Brasileiro entre os quatro primeiros está cada vez mais distante. O empate por 0 a 0 diante do Coritiba, em pleno Estádio do Pacaembu, além de comprometer o projeto-Libertadores, provou que Tite tinha razão quando fez o seu primeiro pedido ao clube: a contratação de Washington. Além de um matador, também ficou evidente que o time sente a falta de um meia que organize o jogo.
Na ausência do técnico e de todos os jogadores que jogaram no sábado, quem falou sobre os problemas da equipe foi o gerente de Futebol Paulo Angione. ''Infelizmente o Corinthians não tem um meia que pense o jogo, principalmente quando atua em casa. O Gil não é esse jogador''.
Sem um meia criativo, o desafio, agora, passou a ser bem mais modesto: terminar a competição dignamente, segundo Angione. Numa conversa informal, o dirigente admitiu que o Corinthians precisa de alguém como Roger, do Fluminense, Jadson ou até mesmo Dagoberto, que machucou o joelho, ambos do Atlético Paranaense. ''Aqui no Brasil não vejo outros com essa característica'', assinala o dirigente.
Angione disse ainda que Washington só não está no Parque São Jorge porque o jogador não pôde aceitar a proposta do Corinthians.
Se Tite permanecer no Parque São Jorge, em 2005, o que é muito provável, o Corinthians fará uma nova tentativa para contratar Washington. Além dele, Roger, do Flu, é outra contratação prioritária, independentemente da parceria com a MSI, que está em fase final de negociação.


