Corinthians quita dívidas e ameniza crise interna
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
A diretoria do Corinthians tomou três medidas ontem para tentar abrandar a grave crise que atingiu o clube, que enfrenta problemas financeiros e vem de quatro derrotas seguidas no Torneio Rio-São Paulo: pagou boa parte das dívidas que tinha com os insatisfeitos jogadores, decidiu dar mais uma chance, talvez a derradeira, para o técnico Oswaldo de Oliveira e cobrou mais trabalho dos jogadores e da comissão técnica em geral.
Oswaldo comandará o time no clássico de amanhã, contra o São Paulo, mas, em caso de nova derrota, é certo que não estará no banco de reservas no próximo dia 26, quando o time estréia na Taça Libertadores, contra o Palmeiras.
Não vou jogar a toalha; prefiro aguardar os acontecimentos e dar continuidade ao trabalho da melhor maneira possível, afirmou ontem Oswaldo.
Ontem, os jogadores ainda estavam indignados e assustados com as manifestações da torcida, que chamou alguns deles de mercenário e chegou até a invadir o campo do Pacaembu. Eles foram injustos e não estão levando em conta que conquistamos há um mês e meio um título importante, disse Vampeta. Ainda não estamos bem preparados; estamos jogando por amor à camisa, disse Marcelinho Carioca.
O diretor de futebol, Luiz Henrique de Menezes, disse que o presidente Alberto Dualib prometeu pagar hoje ou no mais tardar amanhã as férias dos jogadores e 50% do prêmio da conquista do Campeonato Brasileiro.
A diretoria já havia se comprometido a pagar uma dívida de R$ 1,3 milhão, cobrada pela atacante Edílson. O clube vai cobrar depois o Banco Bilbao Vizcaya, que é o dono do passe do atleta e seria responsável pelo compromisso. Menezes criticou os jogadores que exporam os problemas financeiros do clube na mídia. É incrível que jogadores experientes tenham feito isso; eles acabaram jogando a torcida contra eles mesmos, como ficou comprovado no Pacaembu.
A esperança para amenizar as dificuldades econômicas do clube é o acerto de um contrato de parceria com o Banco Icatu. Após meses de discussões e do adiamento da assinatura do compromisso por mais de uma vez, o acordo, que renderia de imediato ao clube cerca de R$ 24 milhões, pode sair até o fim da semana, segundo Menezes.


