São Pau­lo - A Li­ber­ta­do­res de 2010 é a me­ni­na dos ­olhos do Co­rin­thians. E a ob­ses­são não é só pe­lo iné­di­to tí­tu­lo. A di­re­to­ria co­rin­tia­na apos­ta que a dis­pu­ta se­rá im­por­tan­te tam­bém pa­ra di­mi­nuir as dí­vi­das do clu­be, que são de cer­ca de R$ 100 mi­lhões. ­Quem pa­ga­rá? O tor­ce­dor. Na com­pe­ti­ção con­ti­nen­tal, os in­gres­sos vão de R$ 50 (ar­qui­ban­ca­da) até R$ 500 (se­tor Vip) e o ob­je­ti­vo é ter ren­das de até R$ 5 mi­lhões por par­ti­da.
  Atual­men­te, com o Pa­caem­bu lo­ta­do, as ar­re­ca­da­ções do Co­rin­thians gi­ram em tor­no de R$ 1,5 mi­lhão. Na de­ci­são da Co­pa do Bra­sil des­te ano, a ren­da pas­sou dos R$ 2 mi­lhões. ­Além dos pre­ços ­mais al­tos na Li­ber­ta­do­res, a di­re­to­ria co­rin­tia­na ain­da con­se­guiu au­men­tar a ca­pa­ci­da­de do es­tá­dio em qua­se ­seis mil lu­ga­res. Ago­ra ca­bem 40.199 tor­ce­do­res. ‘‘E, mes­mo as­sim, vão fal­tar ­lugares’’, apos­ta o vi­ce-pre­si­den­te de mar­ke­ting do clu­be, ­Luís Pau­lo Ro­sen­berg.
  Du­ran­te al­gu­mas ro­da­das do Bra­si­lei­rão e até mes­mo em jo­gos da Co­pa do Bra­sil, os tor­ce­do­res das uni­for­mi­za­das co­rin­tia­nas pro­tes­ta­ram con­tra os pre­ços dos in­gres­sos: R$ 30 por uma en­tra­da de ar­qui­ban­ca­da. ‘‘An­drés (An­drés San­chez, que é pre­si­den­te do clu­be), ­aqui não tem ­burguês’’, gri­ta­ram.
  Ago­ra, os di­ri­gen­tes vão na con­tra­mão. ‘‘Pa­ra eco­no­mis­ta, con­cei­to de ca­ro é aque­le de ­quem dei­xa o pro­du­to so­bran­do na pra­te­lei­ra. E eu te­nho sé­rias dú­vi­das se, com es­se pre­ço, não va­mos ter fi­las na en­tra­da das ­arquibancadas’’, afir­mou Ro­sen­berg.

mockup