Corinthians quer evitar jogo aéreo
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sexta-feira, 26 de novembro de 1999
Por Arnaldo Ribeiro e Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 26 (AE) - Triangulações rápidas. Passes curtos. Cruzamentos rasteiros. O Corinthians vai tentar superar o São Paulo pelo chão. O time do técnico Oswaldo de Oliveira será fiel às características físicas dos seus jogadores de ataque, baixos e ágeis, procurando envolver um adversário que tem defensores altos e pesados.
Essa foi a tática utilizada na goleada de 4 a 0, na primeira partida das semifinais do Campeonato Paulista. O time, que tem Marcelinho (1,70 m e 61 kg), Ricardinho (1, 76 m e 72 kg), Edílson (1, 68 m e 60 kg) e Luizão (1, 76 m e 73 kg), está proibido de levantar bolas e entrar no corpo a corpo com os são-paulinos. Enquanto o time do Corinthians tem uma média de altura de 1,80 m e uma média de peso de 72,4 kg, o adversário apresenta números mais robustos: 1,83 m e 78,3 kg, de média.
"Temos de marcar forte e sair em velocidade nos contra-ataques, disse Ricardinho. "Cada time tem a sua característica, a sua forma de jogar e a nossa é essa; não vamos mudar agora, afirmou Marcelinho.
Preparação específica - Até os treinos físicos no Corinthians são direcionados pelo biótipo dos atletas. Os preparadores trabalham o arranque, a velocidade e a força, a agilidade e não a resistência, como é de praxe. São corridas intervaladas e trabalho duro na caixa de areia que o clube construiu no Centro de Treinamento de Itaquera. Tudo isso foi exaustivamente trabalhado na semana de intervalo que aconteceu entre a primeira e a segunda partida contra o Guarani, mesmo porque já se projetava no Corinthians um confronto com o São Paulo.
Em termos defensivos, a preocupação de Oswaldo e da comissão técnica é justamente com o jogo aéreo do adversário. "O São Paulo tem mostrado uma bola alta muito forte nos últimos tempos, disse o treinador, preocupado com a ausência de João Carlos, melhor cabeceador do time, que está machucado.
A nova zaga, com Márcio Costa e Nenê, apesar das críticas, tem o respaldo do treinador. "Muita gente não se deu conta que nós não tomamos gols de cabeça nos últimos quatro ou cinco jogos; é uma questão de posicionamento.


