São Paulo, 13 (AE) - Apesar do clima totalmente festivo nos vestiários, os jogadores do Corinthians, seguindo as orientações da comissão técnica, optaram por repetir o discurso contra o "já-ganhou", que adotaram logo após o time ter goleado o São Paulo por 4 a 0 nas semifinais. Nas declarações, foram unânimes em dizer que a vantagem de três gols conquistada sobre o Palmeiras não é definitiva e não garante ao time o título paulista.
"Temos de manter os pés no chão", disseram o volante Vampeta e o atacante Dinei. "Fizemos um placar muito bom, mas temos de pensar que ainda não ganhamos nada", afirmou Fernando Baiano, que mais uma vez foi substituído por Dinei, mas deve continuar como titular.
Dinei não reclama mais da situação. "Pelo menos, eu mostrei mais uma vez que sempre dou sorte ao Corinthians nas decisões", disse o jogador. O jogador mais festejado pelos companheiros foi o meia colombiano Rincón, responsável pela jogada que originou o pênalti convertido por Marcelinho. "A jogada dele foi espetacular, valeu o ingresso", disse Marcelinho.
DESCULPAS - Acusado pelo técnico Luiz Felipe Scolari e pelo lateral Rodrigo Taddei de ter sido desleal ao dar um carrinho com as duas pernas no jogador palmeirense, o volante Vampeta explicou-se após o jogo. "Eu fui na bola e por isso nem amarelo levei: não sou um jogador violento", disse o jogador. "Eles estão de cabeça quente e depois vão ver na televisão que o lance foi normal."
O preparador físico Antônio Mello, o atacante Edílson e o meia Marcelinho Carioca deixaram o Morumbi às pressas, logo após o jogo. Os dois primeiros saíram numa viatura da Polícia Militar direto para o aeroporto de Cumbica, porque tinham viagem marcada. Marcelinho saiu logo em seguida. "A minha mãe está no hospital, justificou.

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