São Paulo - ''Graças a Deus''. Foi assim que o vice de futebol do Corinthians, Mário Gobbi, comemorou o fato de não enfrentar mais paulistas até o final do 1º turno da Série B. O receio não é pela qualidade dos rivais, e sim porque nessas partidas o árbitro escalado sempre é de São Paulo.
A insinuação de que a arbitragem pode estar direcionada para não deixar o Corinthians disparar na tabela foi feita após o empate contra o Santo André, em que o time de Parque São Jorge reclama de cinco pênaltis não marcados. A intenção da diretoria e da comissão técnica alvinegra é pedir para que, no 2º turno, todos os jogos do time, inclusive contra os rivais locais, seja comandado por árbitros de outros estados. ''Não quero começar a me preocupar toda vez que podemos abrir mais de seis pontos. Todo mundo que gosta de futebol tem medo que isso (complô) aconteça'', disse o técnico Mano Menezes.
O próximo jogo contra um rival paulista será somente em 13 de setembro, contra o Barueri, no Pacaembu. Até lá, se decidir realmente pedir formalmente o veto a árbitros paulistas, o Corinthians terá que fazer isso à comissão nacional, presidida por Sérgio Corrêa da Silva. A escala é feita pela CBF, mas é a FPF, por meio de sua comissão, presidida pelo coronel Marcos Marinho, quem faz as indicações.
Retornos
O volante Fabinho deve voltar à equipe no sábado contra o Bahia, no Pacaembu. Ele está melhor da conjuntivite que o tirou de três partidas. Nilton e Alessandro, porém, vão ficar um mês fora. O primeiro operou o nariz, após o ter fraturado no jogo contra o Marília, e o segundo sofreu uma lesão muscular na coxa direita.
Douglas, poupado em Santo André por causa de dor no joelho direito, está melhor e também deve atuar no sábado. Acosta cumpriu suspensão e pode jogar na vaga de Dentinho, expulso contra o time do ABC paulista.

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