Corinthians quer atacante de nome para próximo ano
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Marcel Rizzo<br> Agência Estado 
Caxias do Sul - O Corinthians está à procura de pelo menos dois atacantes, e a quantidade de jogadores oferecidos ao diretor técnico Antonio Carlos e ao presidente Andrés Sanchez é enorme. O problema é que o clube procura ''o camisa 9'', não mais um para compor elenco.
''Não adiante eu trazer um jogador para disputar posição, ou compor grupo. Queremos uma referência, um atleta que chegue para ser titular. E isso é mais caro e mais demorado'', diz Antonio Carlos, que ri quando ouve nomes de atletas que estariam certos com o clube: Jonas, da Portuguesa; Nunes, do Bragantino; e Vitor Hugo, do Caxias. ''São atletas que são oferecidos, mas que não estão nos nossos planos''.
Como os cartolas fracassaram na Europa à procura de um atacante - apesar de Brandão, do Shakhtar Donetsk, ainda ser uma pequena esperança -, são poucos os nomes no Brasil que se encaixam no perfil de referência. Kléber Pereira e Washington foram citados pelo diretor, mas este último não joga no Corinthians enquanto o presidente foi Andrés Sanchez, que não gostou do atacante ter rejeitado o clube em 2009, ano da Série B.
O nome mais cotado segue sendo o de Leandro Amaral, que tem o contrato com o Vasco acabando em dezembro. Só que o Fluminense, que chegou a contar com o jogador no começo deste ano, amparado por uma decisão judicial que foi revogada e o fez voltar a São Januário, também está na briga agora.
Lulinha fica
Lulinha em 2009 pode ser o Dentinho de 2008. É com esse argumento que o diretor técnico Antonio Carlos explicou que o clube não pretende liberar o meia de 18 anos, nem por empréstimo. Nos últimos dias surgiram duas possibilidades: Paulista e Atlético-MG. ''O Lulinha é jovem, da casa, precisa de tempo. Ele é um ano mais novo do que o Dentinho, e isso faz bastante diferença nessa situação. Não temos a intenção de liberá-lo'', comentou o dirigente.
Lulinha foi o jogador de quem a torcida mais pegou no pé durante toda a temporada. Na Série B, jogo no Pacaembu era sinônimo de vitória e de vaias ao garoto. Para o técnico Mano Menezes, culpa da negociação mal conduzida de renovação do contrato do jogador, dois meses antes do rebaixamento. ''O torcedor acha que acabou sendo mercenário, principalmente na situação em que estava. Isso só vai acabar quando ele tiver atuações regulares'', explicou o técnico.


