Itu - ''Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.'' A frase poderia ser atribuída ao técnico do Corinthians, Mano Menezes. Em meio à inconsistência de seu ataque, ele tem pregado a repetição para resolver o problema. No entanto, em sete jogos, já testou na frente cinco duplas diferentes, sem ainda encontrar a parceria ideal.
''Como não tenho um craque para resolver o jogo, preciso dar mecânica, de repetição. É assim que tenho de fazer para acertar o setor ofensivo. Neste momento, nós conseguimos destruir, que é mais fácil, e não construir'', disse o técnico.
Nas duas primeiras partidas, ele usou Acosta e Finazzi na frente. Em seguida, Dentinho e Finazzi, Dentinho e Herrera, Dentinho e Lima e Acosta e Herrera - em algumas ocasiões, houve formações diferentes num mesmo jogo. Mas, até agora, os atacantes balançaram as redes apenas seis vezes - três com Dentinho, duas com Finazzi, que foi afastado por problemas físicos, e uma com Acosta.
O uruguaio, aliás, viajou para seu país para validar seu visto de trabalho e, até o início da noite de ontem, não havia retornado. Corre o risco de não jogar no domingo, contra o Ituano. Se isso ocorrer, Dentinho e Herrera devem ser os escolhidos de Mano para o jogo. ''Falta um pouco de sorte, mas estamos fazendo um bom trabalho, bons jogos. Dentro do que é aceitável pelo Mano'', declarou o goleiro Felipe.
O presidente do clube, Andres Sanchez, que deu nota 6,5 à equipe, elogiou o setor defensivo, mas reclamou da falta de gols. ''Estamos criando, mas infelizmente a bola não está entrando'', declarou.
Ontem, sem Acosta, Mano realizou um treinamento secreto. O zagueiro Chicão, que cumpriu suspensão, retorna.
Após 26 partidas, o meia-atacante Lulinha continua a perseguir seu primeiro gol como profissional. ''Já sonhei várias vezes, mas queria que virasse realidade'', disse. ''Mas acho que ele vai sair naturalmente.''

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