Corinthians planeja atrapalhar Palmeiras
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domingo, 01 de novembro de 2009
Das agências 
São Paulo - O Palmeiras está na briga pelo título brasileiro. O Corinthians não tem ambição alguma no Nacional. Isso não quer dizer que o clássico desta tarde no Estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente, será um ''jogo de compadres''. Isso está fora de cogitação. Os corintianos não escondem que teria um sabor especial vencer e atrapalhar o rival.
''A rivalidade existe, mas o mais importante é a gente querer fazer o resultado. A gente vive disso. Passamos alguns jogos sem poder vencer e agora queremos retomar'', afirmou o técnico corintiano Mano Menezes, que ainda não venceu o Palmeiras no comando do Corinthians. ''Acho importante vencer todos os grandes adversários e desde minha chegada aqui ainda não superamos o Palmeiras'', lembrou o técnico que conta com uma grande atuação de Ronaldo, que marcou seu primeiro gol com a camisa do Timão contra o adversário desta tarde no mesmo palco do jogo de hoje.
''A vida dele (Ronaldo) não é muito normal, né? Eu espero que o Ronaldo volte com espírito do clássico do 1 a 1 (no dia 8 de março, pelo Paulistão). No mínimo, aquela mesma importância da estreia, participando do jogo decisivamente'', declarou o técnico.
Se Mano Menezes conta com Ronaldo, a torcida palmeirense aposta em outro atacante: Obina. O baiano marcou os três gols na vitória de 3 a 0 do Verdão sobre o rival, no 1º turno, em duelo que também foi realizado em Presidente Prudente. Obina repetiu a dose na última quinta-feira diante do Goiás, no Palestra Itália, e chega cheio de moral para enfrentar o Timão.
''Quando um atacante fica muito tempo sem fazer gol, vêm as críticas. Temos de aceitar e saber lidar com esses elogios agora. O negócio é procurar fazer gol sempre'', disse Obina, que não vê o Palmeiras como favorito. ''Acho que não (tem favorito). Continuo dizendo que clássicos são decididos em detalhes. Até porque o Corinthians vem se preparando muito para esse jogo''.
Obina terá novamente a companhia de Vágner Love, que não jogou contra o Goiás porque estava suspenso. Pode ser só coincidência, mas Obina não fez um golzinho sequer enquanto teve Love ao seu lado. A questão é tática - o time procura Love quando ele está em campo e Obina vira um mero trombador. Sem Love, o ex-flamenguista vira novamente a referência na área.
Muricy até aceita discutir tática, mas nem ele, nem Obina, nem ninguém no Palmeiras suporta sequer ouvir a menção de que Love teria causado um racha no elenco. Todos garantem que isso é uma grande balela. ''Vágner é uma grande pessoa, temos de respeitá-lo por tudo que ele fez pelo Palmeiras. Nós estamos unidos'', afirmou Obina.


