Corinthians não tem segredos e valoriza a decisão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de junho de 1999
Por Emerson Couto
FOLHA no Google News
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sexta-feira, 18 de junho de 1999
Por Emerson Couto
ATIBAIA, 19 (AE) - Os corintianos entram em campo neste domingo com um pensamento único. O Campeonato Paulista tem também o seu valor. Depois de eliminado pelo Palmeiras na Libertadores da América, o Corinthians quer vencer a revanche contra o rival e atual campeão sul-americano e somar mais um título estadual para o currículo - será o 23.º. "Podem falar o que quiser, mas este título tem uma importância muito grande para nós", afirma o meia Edílson, destaque da competição, que completa, nesta domingo, sua centéstima partida com a camisa alvinegra.
O título representa também conquistas pessoais. Dinei nunca ganhou a competição em sua carreira. Marcelinho Carioca já declarou que vai sentir um gostinho especial com a conquista sobre os rivais. O goleiro Maurício sonha em firmar-se como titular da posição e o técnico Oswaldo Oliveira, que fica no cargo no segundo semestre, terá a chance de ter, enfim, seu trabalho premiado. "Com a vitória sobre o Barbarense na fase de classificação, mostramos nosso poder de reação e começamos a subir", lembrou o treinador. Depois da vitória por 3 a 0 no primeiro jogo da final, os corintianos fugiram do clima de euforia e foram para um refúgio em Atibaia. Foram cinco dias para aumentar ainda mais a confiança. Houve também o lado ruim. "Concentração tem seu lado desagradável, dá muito tédio porque vira rotina, mas esta é a vida de um jogador de futebol", conta Oswaldo. No Corinthians, não há segredos. Oswaldo vai colocar em campo a formação dos últimos jogos, que está dando certo, com Dinei no banco de reservas. "Aqui não há segredos", comenta o treinador. Oswaldo diz ter uma idéia de como o adversário vai jogar, apesar das constantes variações de Luiz Felipe Scolari. A exemplo da semifinal, quando enfrentou o São Paulo - venceu o primeiro jogo por 4 a 0 -, os corintianos terão de administrar uma boa vantagem de gols. Maurício, que desde virou titular, tem sofrido um gol a cada três jogos, terá a missão de não tomar três em um único jogo. "Mas a responsabilidade não é só minha; é de todos."