São Paulo - As portas estão fechadas para Felipe no Corinthians. Depois da malsucedida transferência para o Genoa, da Itália, o goleiro ficou sem nenhum ambiente no clube do Parque São Jorge. A irritação dos dirigentes corintianos com as atitudes de seu camisa 1 chegou ao ponto de não admitirem que Felipe retorne para o elenco nem mesmo se ele aceitasse a condição de reserva do paraguaio Bobadilla.
Na avaliação dos cartolas corintianos, não há mais clima para Felipe permanecer no clube. A única hipótese para a reintegração do goleiro seria um pedido direto do técnico Mano Menezes. Mas essa atitude não é esperada pela diretoria. ''Aqui ele não joga mais. Ele está queimado com todo mundo'', diz um conselheiro próximo ao presidente Andrés Sanchez.
O motivo de tão pouca complacência com um jogador que por três anos foi titular absoluto e conseguiu suprir uma deficiência que o Corinthians tinha desde a saída de Dida, em 2000, é a postura que Felipe adotou. O episódio do pedido de aumento dias depois do rebaixamento no Brasileiro, em 2007, jamais foi engolido pelos dirigentes, embora não contestem a qualidade técnica do goleiro.
O jeito com o qual Felipe escolheu para comunicar que tinha a proposta do Genoa foi a gota d'água na relação. O jogador deixou a concentração durante a intertemporada em Águas de Lindoia assim que soube da oferta do time italiano e disse que não queria mais ficar no clube.

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