Agência Estado
Treino é treino. Jogo é jogo. Para satisfação do técnico Oswaldo de Oliveira (foto), a velha máxima do futebol não se aplica atualmente ao Corinthians. Ele se gaba do fato de o time estar repetindo nas partidas as jogadas que ensaia durante a semana. ‘‘Se vocês prestarem atenção, nós estamos jogando nas últimas partidas da mesma forma que treinamos; os jogadores, de qualidade, têm cumprido muito bem as orientações e o índice de acerto chega a me surpreender’’, disse Oswaldo.
Desta forma, o Corinthians não muda nada para a decisão do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, amanhã, às 17 horas, no Morumbi. O time vai insistir na fórmula de jogo que vem dando certo desde os confrontos com o rival pelas quartas-de-final da Taça Libertadores: troca de passes curtos e rápidos, lançamentos nas costas da defesa, entre o lateral e o zagueiro, e, já dentro da área, cruzamentos para quem vem de trás, pegando os defensores no contrapé.
Tudo isso com a bola no chão, explorando o biotipo franzino e ágil de Edílson, Marcelinho, Ricardinho, Silvinho e companhia. Foi exatamente deste modo que os gols saíram nos 2 a 0 sobre o Palmeiras, nos 5 a 1 sobre o Santos e nos 4 a 0 sobre o São Paulo.
Oswaldo, no entanto, não está preocupado com a exposição. Ele conta com o fator surpresa nas suas jogadas ensaiadas. Pela esquerda, Silvinho, Ricardinho, Fernando Baiano e Edílson podem penetrar nas costas da defesa. Pela direita, o adversário pode trombar com Vampeta, Marcelinho, Edílson ou Fernando Baiano.
Em relação ao Palmeiras, Oswaldo tem uma preocupação toda especial com o jogo aéreo do adversário, mas salienta que o time de Luiz Felipe Scolari ‘‘não é só isso’’.
Sobre a possibilidade de o Palmeiras entrar em campo com um time misto, Oswaldo é cético. ‘‘Temos de estar preparados para encarar quem vier; às vezes, os reservas, que no Palmeiras são quase do mesmo nível dos titulares, entram com mais motivação: o jogador que entrar pode não ser o Pelé, mas pode virar o Amarildo da Copa de 62’’, disse.

mockup