Corinthians não admite "tropeçar" em desconhecidos
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terça-feira, 28 de dezembro de 1999
Por Wilson Baldini Jr. 
São Paulo, 28 (AE) - Não perder pontos para os desconhecidos Al Nassr, da Arábia Saudita, e Raja Casablanca, de Marrocos. Este é o maior objetivo do técnico Oswaldo de Oliveira, do Corinthians, na primeira fase do Mundial de Clubes, que começa dia 5, no Morumbi. "Muita gente está achando que vai ter goleada, mas estão enganados", disse o treinador, que já trabalhou no Catar e nos Emirados árabes Unidos.
Sempre cauteloso, Oswaldo prevê dificuldades diante do adversário asiático e africano. "Estes times não possuem muita experiência internacional; mas são rápidos, estão acostumados a jogar no calor intenso e ainda possuem um grande respaldo financeiro, proporcionado pela realeza de seus países, que motiva qualquer time", ressaltou.
A estréia no Mundial será dia 5 contra o Raja Casablanca. Dia 7, o bicampeão brasileiro pega o Real Madrid e dia 10 fecha a participação na primeira fase contra o Al Nassr.
Oswaldo disse que deve receber nos próximos dias vídeos com os últimos jogos dos adversários. Ele destaca Roberto Carlos, Morientes e Raúl como os jogadores mais perigosos do Real. "O apoio do Roberto precisa ser bloqueado", disse. "Já a dupla de ataque é uma das melhores da Europa."
O treinador não pretende alterar o sistema tático da equipe corintiana. "Temos um grupo formado há muito tempo e esta semana que temos para a estréia vai servir apenas para acertar a entrada de novos jogadores na equipe."
Dos três contratados - Adílson, Fábio Luciano e Daniel - apenas o primeiro deve iniciar a competição como titular. "A nossa palavra-chave é motivação; todos entenderam a grandeza desta competição e estão convictos de que o título será de muita importância para o currículo de todos, apesar dos poucos dias de folga."
Rincón - O colombiano voltou a negar qualquer negociação com o Flamengo. "Fico chateado com tantas inverdades que estão sendo publicadas", disse o capitão da equipe, que tem contrato com o Corinthians até julho de 2001. O assunto também foi negado pelo presidente Alberto Dualib. O dirigente não descartou a possibilidade de novas contratações após o Mundial de Clubes.


