São Paulo – Após a inesperada eliminação ainda na fase de classificação do Campeonato Paulista, o Corinthians volta atenções para a Copa do Brasil. A estreia do time paulista acontece nesta quarta-feira, a partir das 22 horas, diante do Bahia de Feira de Santana, na cidade baiana. O objetivo é vencer por dois ou mais gols de diferença e assim eliminar o confronto de volta.
Para deixar o time mais ofensivo e atingir a meta proposta, o técnico Mano Menezes deve modificar o esquema tático corintiano. No treino de ontem, ele testou o meio-campo com Jadson e Renato Augusto. Bruno Henrique foi sacado da equipe titular. O treinador se preocupou em ensaiar lançamentos por trás da zaga para Renato Augusto, que apareceria como elemento surpresa.
Se confirmada a formação, Mano abrirá mão do esquema tático com três volantes, que fez o time reagir no Campeonato Paulista, mas não foi suficiente para garantir a classificação. "Estava preparando há tempos isso, mas em função da condição técnica do Renato, jogamos com três volantes", explicou o treinador na semana passada.
Renato Augusto estreou na temporada apenas em 16 de fevereiro. Fez trabalho especial na pré-temporada para evitar lesões. Até agora, não se firmou como titular. Entrou e saiu do time. Agora deve receber mais uma oportunidade.
Polêmica
Mano Menezes rebateu ontem as críticas que recebeu de Muricy Ramalho, treinador do São Paulo, no dia anterior. "Aqui ninguém transfere responsabilidade, ninguém se faz de vítima", disse.
A polêmica entre os dois treinadores começou no domingo, após a derrota do São Paulo para o Ituano, resultado que contribuiu para eliminar o Corinthians do Campeonato Paulista. Ao comentar o resultado do jogo no Morumbi, Mano disse que "cada um sabe a consciência que coloca no travesseiro para dormir". Muricy não gostou e na segunda-feira bateu forte. "Posso aceitar qualquer tipo de coisa, menos colocar minha honra e minha pessoa em dúvida. Eu durmo bem pra caramba", afirmou.
Para Mano, não há motivos para pedir desculpas e Muricy não compreendeu o que ele disse em Penápolis. "Em nenhum momento se falou sobre a honestidade das pessoas. O Muricy é corretíssimo e merece respeito. A defesa dele é desnecessária porque não se falou de honestidade. O que falei é que a motivação para aquela partida não era normal, afinal o jogo não era normal. Torcedores estavam com faixas pedindo para o time entregar e no final do jogo comemoraram a derrota. Isso não é normal", justificou.

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