Corinthians monta "operação áerea" para trazer Vampeta e Dida
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Eduardo José Savóia 
São Paulo, 05 (AE) - Com sérios problemas para montar o seu meio de campo no jogo de domingo, contra o Paraná, a diretoria do Corinthians está montando uma operação aérea especial para trazer da Holanda os seus dois jogadores da Seleção Brasileira - o goleiro Dida e principalmente o volante Vampeta. A estratégia corintiana inclui o fretamento de um jatinho que parta de Amsterdã antes que o aeroporto da cidade encerre o seu expediente. De lá, Dida e Vampeta seguiriam para uma cidade a ser definida amanhã - Bruxelas, Madrid ou Frankfurt -, de onde prosseguiriam a viagem em vôo de carreira até São Paulo, devendo desembarcar a tempo de enfrentarem o Paraná.
"Pela estretégia que estamos montando, os dois devem desembarcar no domingo pela manhã em São Paulo", avisa o supersivor Wílson Santoro. Se Dida e Vampeta voltassem com a passagem da CBF só desembarcariam em São Paulo no domingo à noite e não teriam como jogar. No caso de uma eventual ausência de Vampeta, especialmente, seria um drama para o técnico Oswaldo de Oliveira, que simplesmente não tem nenhum jogador da posição para essa partida. Além de Edu, suspenso automaticamente por ter sido expulso contra a Portuguesa, hoje Oswaldo preferia não contar com uma absolvição de Rincón, cujo recurso será julgado à noite. "Prefiro partir do fato real, ou seja, que eu não terei como escalar o Rincón", diz o treinador.
Os outros dois volantes que poderiam jogar ainda não estão bem. Gilmar ainda se recupera de um entorse no joelho direito e Marcos Senna está um pouco acima do peso (69 quilos) - e provavelmente não suportaria os 90 minutos de jogo num rítmo forte. "No caso do Senna talvez ele ainda possa voltar ao seu peso ideal nesses quatro dias que ficaremos em Atibaia, mas ainda assim a presença do Vampeta será fundamental diante do Paraná".
Uma solução intermediária seria a escalação de Márcio Costa como volante e a entrada de Luciano na zaga central, mas isso também significaria um risco a mais na opinião de Oswaldo. "Esse pode ser um caminho mas nesse caso eu teria de mexer em duas posições. É por isso que estamos fazendo um esforço extra para ter o Vampeta e o Dida, mesmo um pouco cansados". De acordo com o treinador corintiano, os planos para Dida e Vampeta são o de começar jogando.
"Não seria lógico deixar os jogadores no banco depois de tanto esforço", raciocina Oliveira. E tampouco vai pedir para Vampeta se poupar no jogo. "Prefiro que ele dê tudo até cansar. Depois, se for o caso, poderei substituí-lo. O mesmo problema não existe em relação ao Dida, já que o desgaste de um goleiro é sempre menor em relação a um jogador de meio de campo", explica o técnico.
Despreocupados em relação ao cansaço, os dois corintianos embarcaram para a Holanda, na segunda-feira à noite, convencidos de que enfrentarão o Paraná, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. "Volto com o maior prazer", resumiu o goleiro Dida. "Jogar é o que menos me cansa", lembrou Vampeta. "O que mais me chateia são as viagens e as concentrações".
O supervisor Wílson Santoro também desmentiu que a Hicks Muse esteja planejando contratar alguns reforços por empréstimo, apenas para a disputa do mundial de clubes, em janeiro. "Isso é invenção da imprensa, um absurdo", diz Santoro. "Montar um time de aluguel seria o mesmo que contrariar tudo aquilo que planejamos. Além disso, já ficou provado em outros clubes que isso não funciona".


