São Paulo - O milionário elenco do Corinthians entra em campo com o peso de ser favorito no Campeonato Brasileiro. Depois de oito meses em que o clube, por causa de sua parceria com a MSI foi notícia mais fora de campo do que dentro , a competição é para deixar para trás a polêmica sobre a idoneidade do fundo de investimentos. A pergunta que terão de responder agora é outra: tantos craques juntos dão mesmo em um grande time?
A estrela maior, o argentino Carlos Tevez, não brilhará sozinha. Se estiver em um dia ruim, não faltarão coadjuvantes de luxo para fazer as honras: os meias Roger e Carlos Alberto, o zagueiro Sebá, Gustavo Nery e companhia. Sem contar os garotos das categorias de base, que não querem desaparecer. Rosinei, Coelho, Gil e Betão são alguns deles.
O técnico Daniel Passarella tem a difícil missão de conter o ímpeto de tantos e bons jogadores de frente. Chegou em março para ter tempo de arrumar o time. Até por isso não se preocupou tanto por ter perdido o Campeonato Paulista para o São Paulo. Ainda disputa a Copa do Brasil depois da histórica vitória sobre o Cianorte, por 5 a 1, depois da derrota por 3 a 0 em Maringá, mas sua preocupação mesmo é o Brasileirão. ''Quis vir antes para conhecer o grupo e incutir na cabeça dos atletas algumas de minhas idéias, de posicionamento, pegada, coisas assim'', explicou o treinador argentino.
O que mais sofreu com os ensinamentos de Passarella, até o momento, é o meia Roger, ex-Benfica e Fluminense. O jogador, apontado por muitos como o mais habilidoso entres os chamados galácticos, teve de se enquadrar. Alternando habilidade com momentos de displicência nas partidas em que o argentino estava no banco, acabou recebendo 10 dias de afastamento da equipe titular. Para ganhar preparo físico, foi a justificativa oficial. Time-base: Fábio Costa; Marinho, Anderson e Sebá; Coelho, Marcelo Mattos, Carlos Alberto, Roger e Gustavo Nery; Carlos Tevez e Gil. (A.E.)

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