São Paulo - Mais do que o título brasileiro, o Corinthians enfrenta o Santos para fugir de um estigma que, se consumado, promete perseguir o clube e seus fervorosos seguidores por muito tempo: o de redimir seus principais rivais de longas 'filas'. Afinal, não é novidade para ninguém que o mundo do futebol é ingrato. Portanto, os dois títulos conquistados no primeiro semestre não devem ser suficientes para minimizar o descontentamento de protagonizar mais um jogo histórico como sparring.
Se deixar a taça descer a serra, a torcida corintiana que se prepare para as gozações. Terá de aguentar santistas se juntando a palmeirenses para festejar o fim dos longos anos de jejum de seus respectivos times contra um mesmo adversário: o Corinthians.
A história começou nas finais do Campeonato Paulista de 1993. Com a pressão de 17 anos sem levantar uma taça ou 16 anos e 10 meses, como preferem os palestrinos mais ardorosos , o Palmeiras, já com a parceria da Parmalat, chegava à decisão exatamente contra o maior arqui-rival. No primeiro jogo, o Corinthians levou a melhor, 1 a 0, gol de Viola, que ficou famoso por causa da polêmica coreografia em que imitava um porco chafurdando.
Seis dias depois, mais precisamente na tarde de sábado, 12 de junho, a revanche alviverde, apimentada pela provocação do atacante corintiano. O time comandado na época por Vanderlei Luxemburgo precisava vencer no tempo normal para forçar a realização da prorrogação. Em tarde inspirada, o Palmeiras marcou 3 a 0 nos 90 minutos, gols de Zinho, Edílson e Evair, e voltou a vencer no tempo extra: 1 a 0, novamente Evair. Pronto, fim da fila! E com um gostinho especial: vitória sobre o grande rival.

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