Corinthians leva melhor sobre Santos
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domingo, 20 de fevereiro de 2011
Fábio Hecico <br> Agência Estado 
São Paulo - Neymar queria estragar a homenagem de despedida de Ronaldo. Prometeu ''uns gols'' e falou em dar a ''vitória ao Santos''. O garoto prodígio santista, apontado como maior candidato à sucessão do eterno camisa 9, contudo, mais apareceu pelas trancinhas do que pelo futebol, anulado pela forte marcação do Corinthians. No campo, a festa iniciada às 15h30 com a entrada em campo do Fenômeno, foi completa com uma vitória por 3 a 1 e gritos de ''olé'' nos minutos finais.
Pelo terceiro confronto seguido, o Corinthians ganha do Santos - marcando 10 gols na série - e agora é o único invicto do Campeonato Paulista, após nove rodadas. Tite, ainda sob desconfiança pela queda na pré-Libertadores, soma a quarta vitória em quatro clássicos, recuperando pontos com a torcida. Liedson, contratado para suprir a ausência de Ronaldo, mais uma vez deixou sua marca (cinco em quatro jogos), no melhor estilo Fenômeno: repetindo a cobertura do camisa 9 contra os rivais, na decisão do Estadual de 2009, em plena Vila Belmiro.
''O Santos é meu freguês né, já são cinco duelos (dois defendendo o Santo André) e quatro vitórias seguidas'', provocou Bruno César. ''Voltei num dia bom, o time jogou muito bem, fez excelente partida'', seguiu. O meia não atuava havia cinco partidas, após se indispor com Ronaldo e o técnico Tite. Neste domingo entrou aos 31 minutos da etapa final, no lugar de Dentinho. Nos poucos minutos em campo, ajudou o time a segurar o ataque do Santos, que ali perdia por 2 a 1, e ainda viu Liedson, em arrancada aos 41, fechar o triunfo com pintura de gol: a cavadinha encobriu Rafael.
O belo gol podia eleger Liedson como o craque do clássico. Mas numa tarde na qual a garra corintiana, aliada a técnica, prevaleceu diante de um dos mais temidos ataques do País, seria injustiça apontar quem foi melhor. Jorge Henrique teve tarde de gigante, assim como a dupla de zaga formada por Wallace e Leandro Castán, auxiliada muito bem por Ralf. E os dois gols do então reserva Fábio Santos?
Todo poderoso
Os jogadores do Corinthians entraram em campo dispostos a não manchar a festa de Ronaldo. A ordem era honrar o número 9 que carregavam às costas em homenagem ao amigo. Com ''sangue nos olhos'', não davam espaço para Neymar e dividiam todas as bolas, como se disputassem uma decisão de título. Para se ver a superioridade em campo, só aos 33 minutos o Santos criou um lance de perigo. A chute de virada de Diogo passou por cima.
Naquele momento, Neymar, apontado como possível destaque da partida, já havia levado um chapéu de Ralf e chutado, irritado, a placa de publicidade por ter visto o lateral Fábio Santos, em cobrança perfeita de falta, ter aberto o marcador e o Santos estar totalmente acuado. Elano ainda empatou antes do intervalo. O gol motivou o Santos, que voltou mandando na fase final. Mas não se pode dar espaços ao Corinthians. Deu e pagou caro, com outro gol de Fábio Santos, de pênalti, e com Liedson.
EM SÃO PAULO
Corinthians 3
Julio Cesar, Alessandro, Wallace, Leandro Castán e Marcelo Oliveira; Ralf, Paulinho e Morais (Ramírez); Dentinho (Bruno César), Liedson e Jorge Henrique. Técnico: Tite
Santos 1
Rafael, Danilo (Zé Eduardo), Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Possebon (Adriano), Elano e Róbson (Maikon Leite); Diogo e Neymar. Técnico: Adilson Batista
Árbitro: Raphael Claus
Estádio: Pacaembu
Gols: Fábio Santos, aos 23, e Elano, aos 41 minutos do 1º tempo; Fábio Santos (pênalti), aos 15, e Liedson, aos 41 minutos do 2º tempo
Renda: R$ 577.548,00
Público: 19.448 pagantes


