São Paulo, 05 (AE) - O Corinthians está de volta com sua força máxima. No jogo de domingo, contra o Flamengo, no Pacaembu, o técnico Oswaldo de Oliveira vai poder contar pela primeira vez com o time completo, que em dezembro foi campeão brasileiro. Gamarra, Rincón e Edílson vão se juntar ao resto da equipe que já vinha jogando o Torneio Rio-São Paulo. O único que vai ficar de fora é Dinei.
Enquanto os reservas foram a Dourados (MS) enfrentar o Ubiratan pela Copa do Brasil reforçados por Vampeta e Mirandinha, os demais jogadores ficaram em Atibaia cuidando da preparação física. Ainda longe da forma ideal, os atletas prometem muita disposição em campo para tentar reverter a situação da equipe no torneio. O Corinthians perdeu os três jogos que disputou no Rio-São Paulo.
"Estou em forma, só acho que vou sentir um pouco a falta de ritmo de jogo", afirma o zagueiro Gamarra. O paraguaio e seu colega Rincón tiveram uma boa notícia quando voltaram das férias. Com a desvalorização do real, o salário dos dois, os únicos do elenco que têm os vencimentos indexados em dólar, praticamente dobrou.
O técnico Oswaldo de Oliveira espera que com a volta de Gamarra, Rincón e Edílson, a equipe cresça de produção. "Vamos buscar aos poucos recuperar o entrosamento que o time tinha no Campeonato Brasileiro", indica o treinador que sucedeu Wanderley Luxemburgo no cargo. Entre outras coisas, Oswaldo herdou de Luxemburgo a busca por um centroavante ideal para a equipe.
O Corinthians dispensou o atacante Didi, que foi para a Portuguesa. Apesar do gol da vitória por 1 a 0 sobre o Ubiratan, Mirandinha ainda não ganhou a confiança do técnico. Contra o Flamengo, quem começa jogando é Fernando Baiano. Com a indefinição do acordo com o Banco Icatu, que pretende fazer uma parceria com o Corinthians, as contratações estão suspensas. A diretoria ainda não pagou o prêmio de R$ 700 mil aos jogadores referente à conquista do título brasileiro.
O herói daquela conquista, o atacante Dinei, pediu para treinar em separado durante 10 dias para aprimorar a forma física. "Nas finais do Brasileiro eu conseguia jogar 45 minutos, mas por causa das férias, meu ritmo caiu", justifica Dinei, que durante o último Brasileiro precisou fazer duas vezes um trabalho à parte para adquirir o condicionamento.
Ele busca um fortalecimento muscular perna esquerda para suportar os problemas causados por duas cirurgias no joelho que sofreu ao longo da carreira. Dinei garante que se estivesse em forma, seria titular da equipe. "Minha vida é como uma roda-gigante", ilustra o jogador. "Uma hora estou embaixo, a outra estou em cima."
A pedido de Oswaldo de Oliveira, que não tinha opções para a reserva, Dinei viajou para Dourados e entrou durante o segundo tempo da partida contra o Ubiratan, o que acabou adiando o início do seu trabalho em separado. "A torcida pode esperar que quando chegar o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil eu vou estar inteiro", promete Dinei.

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