Corinthians faz política de boa vizinhança para vencer o Santos
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de novembro de 1998
Agência Estado 
Liderado pelo técnico Wanderley Luxemburgo, o Corinthians passou a adotar uma política de boa vizinhança em relação ao Santos, o adversário de domingo. Ontem, Luxemburgo fez elogios à Vila Belmiro (campo onde o Corinthians não vence desde 1986) e ao técnico Émerson Leão e já adiantou que o clube não vai requisitar nenhum esquema especial de segurança para a partida. O fato de o Wanderley poder ficar no banco ajuda: se tivesse que dirigir o time das arquibancadas, teríamos de colocar cinco homens perto dele, disse Francisco Marcelinho, chefe da segurança.
Na Vila, não tem problema de segurança nenhum, não vejo nada de agressivo, só uma pressão normal. Não podemos chegar lá com receio, disse Luxemburgo. O técnico espera hostilidades por parte da torcida santista, mas sem exageros. A minha integridade não pode estar em questionamento. Sobre uma possível chuva de moedas, Luxemburgo disse estar preparado. Não devo nada ao Santos, sou amigo do presidente, mas quiseram criar uma imagem de caloteiro e mercenário; faz parte.
Como de costume, Luxemburgo fez uma reunião de 40 minutos com os jogadores ontem, antes do treino. O treinador deve manter a equipe da última partida, com Índio na lateral-direita. Rincón, com dores no peito do pé, não treinou. Mas Mirandinha, assim como havia acontecido com Rodrigo, teve um estiramento muscular e só deve voltar a jogar no ano que vem.


