São Paulo - Logo na estréia da Copa Libertadores da América, o Corinthians entra com o pior estado emocional possível. O clube sofreu quatro derrotas em nove partidas do Campeonato Paulista as duas últimas consecutivas. O técnico Antônio Lopes sabe que, em caso de novo fracasso contra o Deportivo Cali, às 22 horas, seu emprego estará por um fio. Por essa razão, quer que o seu time faça uma apresentação convincente. Ou seja: mais pressão sobre os jogadores.
Os 2.600 metros de altitude de Cali não são nem levados em consideração, diante da pressão. ''Nós sabemos tudo o que está acontecendo, e quanto o Corinthians precisa vencer. A vontade que já é enorme para vencer a Libertadores ficou ainda maior com tudo o que está acontecendo. Vamos fazer de tudo para que a pressão não nos atrapalhe'', diz Nilmar.
''Jogador que não quer pressão não pode jogar no Corinthians. Sempre foi assim por aqui. Ainda mais quando o time vem de derrotas. Cabe a nós mostrar força e vencer o Deportivo Cali. Vai ser bom para todo mundo'', resume Betão, tentando mostrar um pouco de otimismo. Só que a zaga formada por ele e Marinho e ainda Marcelo estão sendo muito questionados. Os beques são considerados fracos pelos próprios dirigentes.
''Nós tentamos vários zagueiros, desde o ano passado, mas não houve acordo. A MSI quer contratar jogadores que possam ser revendidos com lucro. E, infelizmente, não conseguimos'', revela o vice-presidente Andrés Sanchez. Ele entregou o cargo, mas continua trabalhando normalmente no Parque São Jorge.
E ontem, outra decepção. Não houve como contratar Rodrigo, do Dínamo de Kiev. Kia Joorabchian ofereceu US$ 2 milhões pelo empréstimo do zagueiro, mas os russos não abrem mão: só vão negociá-lo se for em definitivo. O preço para liberá-lo ao Corinthians: US$ 10 milhões. A inscrição dos corintianos ficou para hoje, porque a negociação foi tentada até as últimas horas. Kia vai insistir para contratá-lo para a próxima fase da Libertadores se o clube conseguir se classificar.
Lopes conversou muito com seus atletas na Colômbia. Falou para não se deixarem influenciar pela cobrança que é direta ao técnico. Ele sabe que o Deportivo Cali vai tentar partir para o ataque desde o início do jogo. E preparou o time para contragolpes em velocidade, com Nilmar e Tevez na frente, usando a técnica do meio-de-campo. Rosinei deve ficar com a vaga de Carlos Alberto para dar mais dinâmica ao jogo.



EM CALI

Deportivo Cali

Ramírez; Hurtado, Mera, Rivas e Benítez; PatiÀo, Díaz, Loboa e Domínguez; Tapia e Pérez. Técnico: Pedro Sarmiento

Corinthians

Marcelo; Coelho, Betão, Marinho e Gustavo Nery; Marcelo Mattos, Bruno Octávio, Roger e Carlos Alberto (Rosinei); Nilmar e Tevez. Técnico: Antônio Lopes

Árbitro: Horacio Helizondo (ARG)
Estádio: Pascual Guerrero
Horário: 22 horas (de Brasília)

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