São Paulo - Não é só no campo que o Corinthians vive fase de sorte. O time terá neste domingo, na Vila Belmiro, a chance de vencer o adversário que o incomoda há dez jogos. São oito derrotas, dois empates e nenhuma vitória nas últimas partidas contra o Santos. Onde está a sorte? No fato de amanhã estar livre do fantasma Robinho, que nunca perdeu para o time do Parque São Jorge. Foram seis vitórias santistas e dois empates com ele em campo. Jogando no ataque, os corintianos tentarão a sexta vitória seguida e a liderança do Brasileirão.
Na verdade, sem a presença de Robinho, toda a atenção do setor defensivo corintiano ficará dirigida a Giovanni e Ricardinho. Márcio treinou muito a aproximação do meio-de-campo com a defesa. O treinador quer encurralar os dois articuladores santistas, que ele considera o maior perigo do jogo na Vila.
''Giovanni voltou diferente da Europa. Ele já saiu do Brasil jogando muito bem, mas lá ele evoluiu, aprendeu a proteger melhor a bola, a ser imprevisível. Ele é capaz de, com um toque de calcanhar, desarmar a defesa adversária. Não podemos lhe dar espaço para pensar'', avalia Wendel, que terá a missão de grudar em Giovanni.
A marcação em cima de Ricardinho será por setor. Todos no Corinthians sabem que ele não atua em um só lado do campo. Pelo contrário: fica sempre se movimentando para causar confusão na marcação. Houve uma conversa de Márcio com o time em relação aos gols que a equipe vem tomando. Até o empresário Kia Joorabchian dá uma de técnico. ''Estamos tomando gols por desatenção. O time precisa estar atento e treinar mais'', cobrou o dirigente.
O atacante Tevez treinou ontem. Continua sentindo dores no cotovelo, mas jogará. ''Quero Tevez em campo'', avisa o técnico Márcio Bittencourt.
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