São Paulo - Faz muito tempo que o São Paulo não ganha um clássico. A última vitória foi em 29 de abril de 2001, justamente contra o Corinthians – num jogo que pouco valia. Amanhã, às 21h45, no Morumbi, a equipe só tem uma opção: quebrar esse jejum de mais de um ano, contra seu maior algoz, o Corinthians, e chegar à final da Copa do Brasil ou dar adeus à competição e ver o rival triunfar mais uma vez. E não basta um simples 1 a 0. Terá de vencer por dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis ou por três de vantagem.
Nem os mais fanáticos torcedores esbanjam confiança. Sabem que a situação é complicada. Neste ano, as equipes se enfrentaram duas vezes e o Corinthians venceu as duas, 3 a 1, pelo Rio-São Paulo, e 2 a 0, no primeiro confronto da semifinal da Copa do Brasil. ‘‘Está mais do que na hora de vencermos um clássico’’, disse o técnico são-paulino, Nelsinho Baptista, que se despedirá do clube após o término do contrato, em junho.
No Corinthians, ao contrário, o ambiente era de euforia na reapresentação do elenco após a vitória sobre o São Caetano, no fim de semana. O clima de ‘‘já ganhou’’ por parte dos jogadores preocupa Carlos Alberto Parreira, que tratou de conversar com eles e exigir que mudassem o discurso. ‘‘Não temos vantagem nenhuma, o confronto está 0 a 0, é assim que temos de pensar.’’ Parreira lembrou que o Corinthians também tinha vantagem de 2 gols contra o Paraná, nas quartas-de-final, e quase foi surpreendido.
O São Paulo chega à partida motivado, após a classificação para a final do Rio-São Paulo. Nelsinho faz questão de lembrar que, apesar de difícil, a missão não é nada impossível. E para conseguir o feito, o técnico faz mudanças radicais na equipe. Muda o esquema de três volantes para apenas dois, optando pela entrada de dois meias ofensivos, Adriano e Lúcio Flavio, que estréia como titular. Souza vai para a reserva.
À moda americana, São Paulo e Corinthians iniciam uma série de três jogos em menos de duas semanas. Nos próximos dois fins de semana voltarão a se defrontar pelo Rio-São Paulo.

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