Manifestação dos torcedores já era esperada depois do time ficar de fora da Libertadores deste ano, mesmo com a ampliação das vagas
Manifestação dos torcedores já era esperada depois do time ficar de fora da Libertadores deste ano, mesmo com a ampliação das vagas | Foto: Marivaldo Oliveira/Código19/Estadão Cont



São Paulo - Cerca de 200 torcedores do Corinthians protestaram na reapresentação da equipe no CT Joaquim Grava, nesta quarta-feira (11), na zona leste de São Paulo. Ou seja, os jogadores foram cobrados no primeiro treino de 2017. Os alvos principais dos cânticos e dos gritos de guerra dos torcedores foram não só os jogadores, mas a diretoria atual, simbolizada pelo presidente Roberto de Andrade, além de Andrés Sanchez. E nem os empresários de futebol foram poupados. O protesto, que durou cerca de 30 minutos, foi pacífico, sem danos ao CT. Dezenas de policias militares acompanharam a movimentação dos torcedores.
A ação foi motivada principalmente pela má campanha no último Campeonato Brasileiro - a equipe não conseguiu se classificar para a Copa Libertadores mesmo com o aumento do número de vagas dadas para o País pela Conmebol. Os torcedores criticaram os atletas afirmando "ou joga pelo amor ou joga pelo terror" e pediram raça.
Antes do protesto, o técnico Fabio Carille afirmou que a ação já era esperada. "Nós esperávamos um protesto no final do ano passado, mas não aconteceu. A torcida tem o direito de protestar pacificamente", afirmou.

CLASSIFICADO
Após o protesto, os torcedores voltaram para três ônibus e iniciaram viagem para Taubaté, na região do Vale do Paraíba, onde acompanharam o jogo do Corinthians contra o Manthiqueira, pela segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A equipe goleou por 5 a 1 o adversário e garantiu a presença na próxima fase, quando enfrentará o Coritiba na sexta-feira (13) em horário a ser definido. Os gols do Timão foram marcados por Marquinhos, Mantuan, Pedrinho, Renan Areias e Carlinhos. O Coxa venceu ontem o Taubaté por 3 a 0.

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