Corinthians e Palmeiras se unem pela paz
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Agência Estado 
São Paulo - Corinthians e Palmeiras resolveram deixar a rivalidade de lado e se unir contra a violência que assola o futebol brasileiro. Nesta sexta-feira, dois dias antes do clássico marcado para o Pacaembu, os presidentes e os treinadores dos dois clubes darão entrevista juntos onde tentarão resgatar a paz no mundo da bola. Maiores rivais do estado, os clubes resolveram se unir para provar que é possível curtir um jogo de futebol sem brigas, dentro ou do lado de fora do campo.
"Adversário não é inimigo. Rivais só em campo", serão os dizeres da faixa com a qual as equipes entrarão no gramado do Pacaembu. Os jogadores ainda ficarão intercalados na hora do Hino Nacional. O lema será focado por Mário Gobbi, Paulo Nobre, Mano Menezes e Gilson Kleina afim de evitar que os torcedores troquem as sadias provocações costumeiras dos jogos, em coros ou músicas, por socos e pontapés, algo recorrente nos últimos clássicos.
Cansados de verem os grandes jogos marcados mais pelo noticiário policial do que pelos belos lances, a meta dos rivais do dérbi é mostrar que dá para conviver pacificamente lado a lado de um oponente.
A ação foi idealizada em conjunto e servirá de pontapé inicial para que outros rivais do estado ou mesmo do País entendam que já passou da hora para um basta à violência em dias de jogos. "Acredito que vamos conseguir um dia ter paz. Tudo tem de ser feito e confio em dias melhores para nosso futebol", enfatizou o volante palmeirense Marcelo Oliveira, bastante feliz com a atitude dos clubes. Para ele, passou da hora de os clubes tentarem dar exemplos a seus torcedores. E também cobrarem uma postura digna de um verdadeiro fã do futebol.
Apontados como os maiores responsáveis por atos de vandalismos, os torcedores organizados ganharão novas regras para acompanhar seu clube de coração. De agora em diante, por recomendação da Polícia Militar, quem estiver trajando camisa de uniformizada do clube terá de trazer com ele a carteira de sócio. A entrada acontecerá por portão específico. Quem não estiver com sua carteirinha será impossibilitado de ver o jogo.
Confusão
A venda de ingressos para o clássico foi marcada pela confusão nos guichês do novo Allianz Parque. Torcedores e seguranças do Palmeiras se enfrentaram na manhã desta quinta, atrapalhando a venda dos bilhetes para o jogo de domingo.
A confusão teria começado quando um segurança brigou com um sócio-torcedor que estava nas dependências do estádio em construção, de acordo com informações do clube. Houve revolta dos torcedores que desde quarta se aglomeram no local para a compra dos 2 mil ingressos colocados à disposição à torcida do clube. Teve empurra-empurra, com trocas de socos e pontapés. Um torcedor foi visto sangrando no rosto.
"Houve troca de agressões e depredação do patrimônio da S.E.P [Sociedade Esportiva Palmeiras] por parte de outros presentes", comunicou o Palmeiras, que negou ter havido invasão de propriedade. "As pessoas que estavam dentro do clube eram sócias e portanto tinham permissão para acessar aquele local".
O clube afirmou que vai investigar a causa da confusão e que o funcionário envolvido na briga será preventivamente afastado. "Um processo de sindicância para apuração de fatos já foi instaurado e medidas rigorosas serão tomadas contra os culpados. O funcionário envolvido na confusão foi preventivamente afastado e, se comprovada falha de conduta, será sumariamente desligado do quadro de colaboradores".


