Corinthians e Palmeiras buscam afirmação no clássico paulista
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sábado, 30 de maio de 2015
Vítor Marques e Daniel Batista<br> Agência Estado 
São Paulo - No dia 19 de abril, Corinthians e Palmeiras jogaram uma semifinal de Campeonato Paulista, no estádio Itaquerão, em São Paulo. Esbanjavam otimismo e estavam em alta. Neste domingo, pouco mais de um mês depois, os rivais voltam a se enfrentar, às 16 horas, na arena corintiana, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. E ambos vivem clima de incertezas.
Aquela semifinal, decidida nos pênaltis, foi um marco para os dois times nesta temporada. O "badalado" Corinthians foi eliminado, entrou em uma sequência de atuações ruins e alguns dias depois deu adeus também à Copa Libertadores. O Palmeiras avançou, mas dali em diante não fez outra partida no mesmo nível. Perdeu o título para o Santos, ainda não venceu no Brasileirão e empatou em casa com o ASA, pela Copa do Brasil.
O Corinthians, um dos líderes do campeonato, precisa mostrar que existe vida sem Guerrero, agora no Flamengo, enquanto que o Palmeiras joga para não entrar na desconfortável zona de rebaixamento.
Por isso, está claro que a situação mais delicada é a do Palmeiras, que viveu uma semana de tensão e, sobretudo, de pressão sobre o trabalho de Oswaldo de Oliveira. Uma derrota pode custar o cargo ao treinador.
O técnico do Palmeiras nunca esteve tão pressionado no cargo. "Toda vez que tiver um Palmeiras e Corinthians será de tensão. Quem cometer uma falha pode pagar caro", disse Oswaldo de Oliveira.
Tite tem respaldo da diretoria. E a debandada de jogadores após a eliminação na Libertadores tira o peso das costas do treinador em caso de má campanha no Brasileirão. Guerrero foi embora, Emerson está se despedindo e outros podem sair: Elias, Renato Augusto, Gil e Felipe. Se o Corinthians perder entra em crise? O técnico garante que não: "Para quem gosta de sensacionalismo, pode dizer que sim. Mas para quem é criterioso, é só olhar o trabalho".


