Corinthians é finalista pelo 2º ano
São Paulo, 5 (AE) - O Corinthians está na final do Campeonato Brasileiro, está na Libertadores da América do ano 2000, quando poderá reencontrar o arquiinimigo Palmeiras. Hoje, no Morumbi, a equipe alvinegra venceu o São Paulo por 2 a 1 e definiu a semifinal em apenas dois jogos. Na primeira partida, o Corinthians ganhara por 3 a 2.
O adversário na final sairá na quarta-feira - Vitória ou Atlético-MG.
O São Paulo, que, na semifinal do Campeonato Paulista, também fora eliminado pelo rival, pega, agora, o Atlético-PR pela seletiva da Libertadores.
O São Paulo não tinha outra alternativa. Foi ao ataque, atrás da vitória. O Corinthians entrou em campo para não perder o jogo. As equipes, porém, esbanjaram cautela no primeiro tempo, pareciam querer decidir a vaga apenas na quarta-feira. O técnico Paulo César Carpegiani optou por Carlos Miguel para substituir França. Raí passou a ser atacante.
Aos 16 minutos, os são-paulinos chegaram ao gol de Dida com perigo.
Marcelinho chutou a bola de pé direito e acertou o travessão. Dida não teve chance. A resposta corintiana ocorreu aos 27, em um chute forte de Luizão, que obrigou o goleiro Rogério a desviar, com dificuldade, a bola para fora.
O clássico, que não apresentava muitos lances de emoção, cresceu no fim do primeiro tempo. Foi quando os corintianos colheram bons frutos.
Aos 44 minutos, Índio fez cruzamento pela direita, Luizão, entre dois defensores adversários, cabeceou a bola para defesa parcial de Rogério, com a mão esquerda. No rebote, Ricardinho, carrasco dos são-paulinos, fez 1 a 0. Nos últimos cinco jogos contra o rival, o meia marcou em quatro deles.
Dois minutos depois, Edmílson, destaque do São Palo nos últimos jogos, perdeu a cabeça. O volante fez falta no colombiano Rincón e recebeu o cartão amarelo de Oscar Roberto de Godói. Depois, reclamou e agrediu o árbitro com um chute na perna, segundo Godói. Acabou expulso.
A baixa corintiana na primeira etapa foi Nenê, que deixou o campo machucado aos 36 minutos. João Carlos foi para o jogo. O zagueiro, no entanto, atuou poucos minutos. Aos 5 do segundo tempo, acusou uma contusão e teve de deixar a equipe. O volante Gilmar entrou e Rincón foi recuado para a zaga.
Mudanças - Na segundo etapa, Carpegiani tentou mudar taticamente o time para compensar a ausência de Edmílson no meio-de-campo. Jorginho passou a ser uma espécie de líbero e os laterais tiveram mais liberdade para ir ao ataque. "Não posso perder a força ofensiva", justificou o treinador, no intervalo.
Não deu muito certo. Aos 14 minutos, Carpegiani foi ainda mais ousado.
Tirou o lateral Anderson e colocou o atacante Edu. Aos 19, foi chamado de "burro" pelos torcedores ao substituir Raí pelo volante Sidnei. O tempo passava e os são-paulinos ficavam nervosos. Recebiam cartões amarelos em seguidas faltas.
Os corintianos administravam com inteligência o placar e a classificação para a final. Tocavam a bola e arriscavam contra-ataques perigosos, principalmente com Edílson.
O São Paulo não estava morto, contudo. Aos 25 minutos, Marcelinho cobrou falta, a bola bateu na barreira e sobrou para Vágner, que, de bico de chuteira, empatou o jogo.
A empolgação são-paulina demorou pouco tempo. Dois minutos depois, Edílson marcou o segundo gol. Ricardinho aproveitou a frágil marcação de Vágner, tocou a bola para Kléber. O lateral invadiu a área pela esquerda e serviu Edílson, que, livre de marcação, completou a jogada.
Depois disso, faltou força para o São Paulo reagir.





