Corinthians e Cruzeiro ficam no 1 a 1
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segunda-feira, 21 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O empate de 1 a 1 entre Corinthians e Cruzeiro, ontem, no Morumbi, deixou inalterada a situação das equipes para a terceira e decisiva partida das finais do Brasileiro, quarta- feira, às 16 horas, no mesmo local. O Corinthians precisa de um novo empate para conquistar o título e o Cruzeiro necessita da vitória simples.
Apesar da vantagem, o Corinthians tem mais problemas para o jogo derradeiro. Gilmar, machucado e suspenso, não joga e Edílson, que deixou o campo contundido, é dúvida. O Cruzeiro poderá contar com Alex Alves, que já cumpriu suspensão.
O desenho tático da partida de ontem foi completamente diferente em relação ao primeiro jogo da decisão, em Belo Horizonte. Desta vez, o Cruzeiro optou por reforçar o meio-de-campo e veio com três volantes e dois atacantes e não o contrário, como em Minas. A estratégia era segurar o Corinthians e tentar um eventual contra-ataque.
O esquema cruzeirense não impediu que o Corinthians dominasse a partida, como fez em Belo Horizonte. Logo aos 7 minutos, Didi, que não marca gols há 57 dias e vive uma espécie de inferno astral, perdeu uma chance incrível. Partiu livre, com a bola dominada, desde o meio-de-campo e, na saída de Dida, chutou em cima do goleiro.
A partir dos 15 minutos, apesar das dificuldades para sair jogando, o Cruzeiro equilibrou o jogo. Aos 20, o time mineiro criou sua grande chance. Valdo cruzou, Fábio Júnior cabeceou e Nei fez bela defesa.
A partida seguiu sem muitos lances de emoção. Mas, aos 38, o Corinthians sofreu um grande prejuízo por parte da arbitragem. Depois de um cruzamento de Marcelinho, Didi cabeceou, Dida fez uma defesa espetacular e Rincón completou para as redes. O lance já havia sido anulado porque o auxiliar Arnaldo Pinto Menezes apontara impedimento do jogador colombiano no momento do cruzamento. Mas o cruzeirense Valdo, próximo à linha de fundo, dava condições à jogada.
O Corinthians veio com duas alterações para a segunda etapa. Saíram Gilmar, machucado, e Didi e entraram Amaral e Dinei. Mas quem voltou melhor foi o Cruzeiro. Mas uma falha grotesca da sua zaga deu ao Corinthians a chance do gol. Gottardo errou a saída de bola e, na sequência, Marcelo Djian chutou em cima de Dinei. A bola sobrou para o próprio Dinei, que tocou para Marcelinho bater para o gol vazio.
O gol fez o Cruzeiro partir ara o tudo ou nada. Levir Culpi tirou os volantes Valdir e Ricardinho e colocou o meia Caio e o atacante Marcelo Ramos. Deu certo. Os dois participaram do gol de empate, aos 24 minutos. Muller cruzou, a bola passou por Nei e, da linha de fundo, Caio ajeitou para Marcelo marcar.
O Corinthians perdeu a chance da vitória no fim. Aos 41, após uma arrancada de Gamarra, a bola sobrou para Edílson, que chutou em cima de Dida.
Árbitro erra - O juiz Luciano de Almeida errou em um lance importante e acabou influenciando no resultado. Aos 39 minutos do primeiro tempo, Almeida anulou gol legítimo feito por Rincón. O meia Valdo dava condições legais ao lance, mas o bandeira acusou impedimento. O juiz anulou o gol. O erro foi admitido até pelos dirigentes do Cruzeiro. O assessor de imprensa do time mineiro, Valdir Barbosa, comemorou cinicamente: Finalmente o juiz erra a favor do Cruzeiro.
Apesar do erro no primeiro tempo, Luciano de Almeida fez o segundo tempo correto, acertando nos lances mais polêmicos. No gol de empate do Cruzeiro, por exemplo, os corintianos reclamaram que a bola havia saido, mas Almeida, corretamente, validou o gol. Os jogadores corintianos reclamaram também que o juiz inverteu muitas faltas, favorecendo o time mineiro e atrapalhando o ritmo de jogo. No saldo final, Luciano Almeida prejudicou mais o time corintiano.
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