São Paulo - Aldo Bobadilla, novo goleiro do Corinthians, é paraguaio, natural de Pedro Juan Caballero, cidade vizinha a Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Em bom português, ontem, durante sua apresentação no Parque São Jorge, ele disse que essa é a maior chance de sua vida.
É um discurso muito comum entre os jovens jogadores, que comparam a assinatura de um contrato com o Corinthians como o bilhete premiado da loteria. Bobadilla é o oposto disso. Ele tem 34 anos, atuou em duas Copas do Mundo (2006 e 2010), e defendeu clubes como o Cerro PorteÀo, que o projetou, Libertad, onde teve certo destaque, e o Boca Juniors.
''Joguei em muitos times, é verdade, mas Corinthians é Corinthians, e todos querem ser campeões no ano do centenário'', afirmou o goleiro.
Bobadilla não foi a primeira opção da diretoria, foi escolha possível. Com a saída de Felipe, a diretoria tinha de buscar um substituto. O contato entre o goleiro e o Corinthians aconteceu na África do Sul. Bobadilla, defendia o Paraguai, e o Andres Sanches era o chefe da delegação brasileira. Como se conheciam de longa data, o negócio foi feito ali mesmo.
Segundo a imprensa colombiana, o Corinthians pagou US$ 300 mil (R$ 530 mil) para tirá-lo do Independiente Medellín, seu ex-clube - a diretoria não confirma o valor. O que sabe é ele vai receber de salários cerca de R$ 70 mil, um pouco mais da metade que Felipe recebia.
Andrés Sanchez o contratou para ser titular do time. Mano, claro, não confirma, até porque Bobadilla só pode atuar depois de 3 de agosto porque foi contrato de um clube estrangeiro.
Nesse período, o Corinthians fará quatro jogos e o titular será Júlio César. ''É a oportunidade que ele tem. Vamos deixar ele jogar, vou apoiá-lo de qualquer maneira'', afirmou Bobadilla, que tem como ídolo o compatriota Roberto ''Gato'' Fernandez, goleiro do Paraguai e do Palmeiras nos anos 80.
Felipe
O diretor de futebol Mario Gobbi reiterou nesta sexta que Felipe não joga mais pelo Corinthians e disse que o clube analisa algumas propostas pelo goleiro de equipes do futebol europeu. ''Vamos analisar com cautela. Temos que tratar isso com muito cuidado, não podemos repetir o que aconteceu novamente.''

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