Corinthians é campeão brasileiro de 1999
São Paulo, 22 (AE) - O Corinthians é campeão brasileiro de 1999. O time paulista ficou no empate com o Atlético Mineiro, por 0 a 0, no Morumbi, conquistando o terceiro título nacional de sua história - o segundo consecutivo. No domingo, o Corinthians derrotou o rival mineiro, por 2 a 0, recuperando a vantagem que havia perdido no Mineirão, onde os paulistas foram derrotados por 3 a 2. O título é um prêmio merecido ao melhor time da competição. Em 29 jogos, os corintianos venceram 18 e perderam apenas seis. O Atlético, que precisava do resultado positivo nesta noite, leva como consolação a vaga à Libertadores 2000.
Em meio à polêmica sobre qual seria o horário da decisão
o técnico do Corinthians, Oswaldo de Oliveira, decidiu criar uma nova alternativa de jogo. Com a possibilidade de não contar com um efeito suspensivo para o artilheiro Luizão - e não contou mesmo -, o treinador optou pelo entrada de Gilmar na equipe. Vampeta pôde atuar mais ofensivamente e Marcelinho Carioca virou um atacante, ao lado de Edílson. Rincón foi escalado.
Humberto Martins, do Atlético, sem Marques, apostou no mais provável. Lincoln tentou ser o jogador mais próximo de Guilherme no ataque. Precisando da vitória a qualquer custo para ser campeão, o time mineiro tomou a iniciativa de atacar no primeiro tempo. O Corinthians, sem um atacante nato, ficou mais concentrado no campo de defesa, administrando a vantagem de poder empatar.
A partida tinha um futebol feio, muitos erros de passe, mas não faltou a rivalidade de uma decisão. A chuva colaborou. Com muitas entradas e divididas duras, o bate-boca entre os jogadores foi inevitável. Os capitães Rincón e Gallo desentenderam-se e receberam o cartão amarelo, a exemplo de Marcelinho e Galván, que trocaram pequenas agressões. A irritação em campo crescia.
Apesar de mais ofensivo e um volume de jogo maior, o Atlético chegou poucas vezes com perigo ao gol de Dida na primeira etapa. Aos 11 minutos, Guilherme tentou surpreender o goleiro com um toque por cima, mas Dida conseguiu desviar a bola para escanteio. No minuto seguinte, o lateral-esquerdo Ronildo arriscou um chute de longa distância, com força. A bola passou perto do poste esquerdo do goleiro.
A melhor jogada do Corinthians resumiu-se a uma cobrança de falta de Marcelinho, aos 29 minutos, de muito longe. A bola bateu no travessão. Aos poucos, a torcida paulista foi ficando apreensiva com a atuação irregular da equipe. Ricardinho, destaque em outros jogos, não estava bem. Rincón, que voltou depois de contusão, parecia meio perdido em campo.
"Fica difícil atuar de costas para os zagueiros", reclamou Edílson, ao fim do primeiro tempo. Ele teve a missão de fazer a função de Luizão. Vampeta admitiu sentir a falta de mais um atacante. Mesmo não totalmente satisfeito com o rendimento de seu time, Oswaldo não fez modificações no intervalo. Humberto Ramos também não mexeu.
No segundo tempo, o Atlético continuou no ataque, mais na afobação e na garra. O Corinthians também esqueceu um pouco a organização das jogadas. Marcelinho arriscava seguidos chutes de longa distância. Para sorte de Velloso, todos sem muita direção.
Aos 15 minutos, Belletti deu um grande susto na torcida corintiana. Ele recebeu a bola, passou pelo zagueiro João Carlos e chutou rasteiro no canto esquerdo de Dida. Para fora. Aos 17, Vampeta respondeu com um chute forte de longe. A bola explodiu no peito de Velloso.
Aos 20 minutos, Ramos substituiu Lincoln, que pouco fez, por Ernani, com características mais ofensivas. Cinco minutos depois, Oswaldo trocou Gilmar pelo meia Edu. O jogo ficou mais corrido e com mais emoção. As duas equipes perdiam gols e a angústia aumentava. A chuva também resolveu voltar.
A situação do Atlético ficou dramática com a expulsão de Belletti, que tomou o segundo cartão amarelo, aos 39 minutos. O Corinthians aproveitou para tentar o título com vitória. Oswaldo tirou Marcelinho e colocou Dinei; Ramos substituiu Bruno por Mancini, mas o resultado permaneceu inalterado. FICHA TÉCNICA Corinthians Dida; Índio, João Carlos, Márcio Costa e Kléber; Gilmar (Edu), Rincón, Vampeta (Marcos Sena) e Ricardinho; Marcelinho Carioca (Dinei) e Edílson. Técnico Oswaldo de Oliveira. Atlético-MG Velloso; Bruno, Galván, Cláudio Caçapa e Ronildo; Valdir (Mancini), Gallo, Belletti e Robert (Adriano); Guilherme e Lincoln (Ernani). Técnico Humberto Ramos. Juiz Carlos Eugênio Simon (RS). Cartão amarelo Gilmar, Rincón, Edílson, Galván, Cláudio Caçapa e Gallo. Cartão vermelho Belletti (39 do 2.º). Renda Não divulgada. Público Não divulgado. Local Morumbi.





