São Paulo - Sem a vaga para a Libertadores, o Corinthians inicia a temporada 2017 com os pés no chão e com um planejamento mais tímido do que teria se voltasse a disputar a competição continental. Quem pode ganhar espaço com isso são atletas que estavam emprestados e deverão ser aproveitados pelo técnico Oswaldo de Oliveira. São os casos do lateral-esquerdo Moisés e do volante Maycon.
A ausência na competição continental fará com o que clube deixe de arrecadar pelo menos R$ 7 milhões de premiação, além de quase R$ 3 milhões de renda bruta em jogos no Itaquerão. O valor ajudaria a equilibrar as finanças do clube, que fechará o ano no azul graças ao recebimento de luvas pagas pela Rede Globo por ter renovado o contrato para a transmissão dos jogos a partir de 2019.
O clube deve fechar o ano com R$ 70 milhões de renda. Número muito bom, mas pequeno se comparado ao fato de o Corinthians ter encerrado as últimas duas temporadas com R$ 97 milhões negativos. Esse déficit ajuda a explicar a falta de grandes investimentos.
Em relação aos reforços, a falta da vaga para a competição continental deve dificultar a chegada de grandes nomes. O meia Wagner, que era dado como certo, pode ter a transferência cancelada. Ele ainda não acertou a rescisão contratual com o Tianjin Teda, da China.
No domingo, após o jogo com o Cruzeiro, Oswaldo pediu a contratação de jogadores experientes, algo que a diretoria já havia detectado como necessário. Enquanto os dirigentes correm atrás de nomes que se encaixam como ideais, alguns garotos já têm futuro definido.

mockup