São Paulo, 09 (AE) - O Corinthians testa os nervos e desafia a ira de sua própria torcida no jogo de amanhã, às 21h40, no Pacaembu, contra o Coritiba, quando depende de uma vitória para garantir o primeiro lugar na fase de classificação do Brasileiro e ter as vantagens dos empates e dos mandos de jogos nos playoffs. "Todos os nossos jogos foram tensos até agora, disse o técnico Oswaldo de Oliveira.
Essa pode ser a última apresentação da equipe no Pacaembu na competição. Em razão da crescente pressão dos torcedores e do fraco retrospecto no estádio (4 vitórias e 3 derrotas), comissão técnica e diretoria admitem escolher o Morumbi, onde a distância entre campo e arquibancada é muito maior, para abrigar as partidas do time na fase final. Os atletas têm sido consultados sobre o assunto.
Com uma conversa de durou mais de 1 hora, hoje, no Parque São Jorge, Oswaldo procurou devolver a tranquilidade ao grupo, abalada pela pressão que todos vêm sofrendo por parte dos líderes da torcida Gaviões da Fiel nos últimos dias. Treinador e atletas estão resignados com o poder que essa facção exerce no clube e agora trabalham para reconquistá-la com uma vitória.
Oswaldo teve de ceder e receber os líderes da Gaviões para uma conversa, quando foi cobrado por eles, na segunda-feira. "Infelizmente, quem manda no Corinthians é a torcida, disse Edílson. "Não sou eu a pessoa que vai mudar a história do clube, afirmou Vampeta. "O Corinthians sempre foi assim e não podemos nos assustar, acrescentou o diretor Carlos Nujud. "Estou aprendendo a conviver com isso, disse Oswaldo.
Nesse clima de conformismo, quinta-feira será a vez dos principais jogadores do time, como Vampeta, Rincón, Ricardinho, Marcelinho e Edílson falarem com os membros da Gaviões. Dinei, que foi integrante da torcida quando adolescente e reclamou de falta de união no grupo de atletas, tem sido o mediador para a reconciliação. "Eu fiz até um apelo para os torcedores voltarem a nos apoiar, já que nos playoffs teremos sempre de decidir a classificação em casa.
O time será o mesmo que perdeu para a Ponte Preta. Na conversa de hoje, Oswaldo cobrou mais solidariedade na marcação e pediu para o time não se expor tanto para não ser surpreendido dentro de casa outra vez.
Estádio e patrocínio - A Hicks Muse, parceira do clube, tem preferido não se pronunciar sobre os últimos acontecimentos envolvendo a torcida. A preocupação é escolher o local onde será construído o novo estádio para o clube, o que deve ser definindo até o fim da semana que vem. É provável que a empresa opte por um terreno localizado no Km 16 da rodovia Raposo Tavares.
Outra prioridade da Hicks é o novo patrocinador da equipe. A Batavo, que tem contrato até dezembro, tem a prioridade para renová-lo. Caso não exerça a opção, a Pepsi Cola já tem tudo acertado para colocar seu nome nas camisas do time.
Corinthians: Dida; Índio, João Carlos, Nenê e Augusto; Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho; Edílson e Luizão. Técnico - Oswaldo de Oliveira.

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