São Paulo - Se Vampeta mantiver sua palavra e não jogar mais pelo Corinthians neste ano, como garantiu na noite de domingo, a diretoria do clube já definiu o que vai fazer: rescindirá o contrato do atleta, que termina em 31 de dezembro. Em outras palavras, o volante será dispensado. A decisão será comunicada ao jogador hoje pelo diretor-técnico Roberto Rivellino, em reunião no Parque São Jorge.
Em princípio, os dirigentes haviam ameaçado simplesmente descontar do salário o valor referente aos dias não trabalhados caso a posição de Vampeta seja irredutível. O procedimento seria idêntico ao adotado em setembro, quando o volante se recusou a voltar ao clube para prosseguir seu tratamento no joelho sob alegação de atrasos no pagamento dos direitos de imagem. ''Ninguém divulgou, mas o holerite do Vampeta naquela oportunidade foi de R$ 0,00'', afirmou o vice-presidente de Futebol, Antonio Roque Citadini.
Porém, vale lembrar que o clube manteve durante todo o período de recuperação do atleta o pagamento integral do valor referente ao salário registrado em carteira (R$ 60 mil). O procedimento não seria necessário, uma vez que o contrato é regido pela CLT e Vampeta poderia ser encaminhado para o INSS, como prevê a legislação para trabalhadores que fiquem impedidos de exercer sua atividade por motivos de saúde. Apesar do ''mimo'', Vampeta reclamou publicamente na oportunidade. E no domingo repetiu tal comportamento.
Os cartolas perceberam que a repercussão da primeira decisão (descontar do salário) não foi boa, pois acabou considerada tímida tanto nos corredores do Parque São Jorge como pela opinião pública.
Diante disso, resolveram engrossar o discurso. Entre eles, comentam que Vampeta tem crédito (é líder, pentacampeão e muitas vezes serve de pombo-correio para levar recados dos cartolas para o grupo), mas que desta vez extrapolou. Citadini foi ainda mais duro. Disse que o Corinthians ''não vai tolerar'' comportamentos como os de Vampeta.

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