São Paulo - Um rombo de R$ 44,6 milhões poderá obrigar o Corinthians a recorrer a um empréstimo bancário para fechar as contas. Segundo o diretor financeiro Raul Correa, caberá ao presidente Mário Gobbi decidir se o clube pedirá um empréstimo para não encerrar o ano no vermelho.
Os números não são bons, mas mesmo assim o balanço foi aprovado pelo Conselho Deliberativo na última segunda-feira. De um modo geral, houve queda significativa de receitas, principalmente as relacionados à marca (licenciamentos).
Além disso, as receitas de bilheteria "sumiram" do orçamento porque agora a arrecadação dos jogos não entra mais na conta do clube, e sim no fundo que administra a nova arena. Segundo os dados do clube, publicados no site oficial, R$ 12 milhões que viriam da bilheteria não serão contabilizados como receita. Por outro lado, as despesas aumentaram.
Na revisão do orçamento, o Corinthians terá receitas de R$ 198,4 milhões entre julho de 2014 e junho de 2015. No mesmo período as despesas serão de R$ 243 milhões.
Para Raul Correa da Silva, a situação econômica do País não é boa e por isso as receitas foram revisadas para baixo. "Entramos (o Brasil) num quadro de recessão técnica."
O clube também gastou mais do que o previsto em contratações este ano. Só o meio-campista Elias, que pertencia ao Sporting, custou cerca de R$ 14 milhões. No início do ano esse gasto não estava previsto.

CORTE SALARIAL
No futebol do Corinthians, a folha salarial é alta. O elenco recebe cerca de R$ 8 milhões por mês. Em recente entrevista, Gobbi disse que esse valor teria de cair pela metade. Nesses R$ 8 milhões estão contabilizados salários de atletas que não defendem a equipe, mas que são pagos pelo clube. São os casos de Douglas (Vasco), Emerson Sheik (estava no Botafogo e foi dispensado pelo clube carioca) e Alexandre Pato (São Paulo). Só esse trio recebe por volta de R$ 1 milhão por mês.

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