São Paulo - O Corinthians tinha Ronaldo na frente. Mas ontem, no estádio do Pacaembu, quem garantiu o 26º título paulista, com méritos, diante do Santos foi a defesa corintiana.
A melhor retaguarda do campeonato fez valer mais uma vez a sua eficiência. Com apenas 15 gols sofridos em 19 jogos na fase de classificação, a zaga capitaneada pelo zagueiro William suportou a pressão imposta no primeiro tempo pelo Santos.
Na fase decisiva, foi a defesa corintiana que deu estabilidade para o setor ofensivo brilhar. Nas semifinais, contra o São Paulo, o time tomou um único gol - do zagueiro Miranda. Nas duas partidas da decisão, Felipe terminou os 180 minutos com duas bolas na rede.
Ontem, Mano Menezes perdeu o zagueiro-artilheiro Chicão (oito gols), suspenso. Mas Diego, seu substituto, foi quem mais desarmou no jogo _23 intervenções, segundo o Datafolha. O zagueiro William e o lateral André Santos vieram na sequência com 16 desarmes.
O rival, que necessitava de uma vantagem de três gols para vencer o Estadual, abriu a partida pressionando. E até os 20 minutos, o goleiro Felipe fez pelo menos três belas defesas.
O gol santista acabou saindo numa bola rápida em que Kléber Pereira sofreu pênalti do camisa um corintiano. E ele mesmo converteu. Mas no restante da partida, coube ao capitão William controlar o faro de gol do camisa nove da baixada.
Mas, se a defesa é um setor que tem como prioridade a marcação, coube também a um defensor empatar e praticamente definir o título.
Em uma jogada de velocidade dentro da área, André Santos tabelou com Dentinho eentrou com um chute forte para cravar 1 a 1 no placar ainda no primeiro tempo.
Aí foi o momento da torcida fazer o seu papel. Com o empate restabelecido, a partida mudou. E o Corinthians, enfim, se sentiu em casa.
Um lance inusitado - a bola, murcha, teve de ser trocada duas vezes - fez o juiz Sálvio Spínola interromper o jogo no final da primeira etapa. E a devolução da bola no reinício da partida acabou gerando uma ligeira discussão entre os atletas na ida para o intervalo.
Se a tarefa santista de fazer três gols já era difícil em 90 minutos, a dificuldade aumentou com a obrigação de fazer os três tentos no segundo tempo.
Com Neymar apagado, e a atuação apática de Paulo Henrique, Vagner Mancini colocou Maikon Leite e Molina no time. Mas foi o Corinthians quem mandou na etapa final controlando o ritmo da partida.
Na falta das grandes jogadas na frente, a vibração da torcida vinha até nas defesas do goleiro Felipe. A partir dos 30 minutos, os gritos de ''é campeão'' já explodiam na arquibancada.
O Santos viveu de lances esporádicos em busca do segundo gol - ainda deu tempo para o zagueiro Domingos ser expulso após falta em cima de Ronaldo. Porém, desarrumado, aguardou o fim do jogo. E a festa do Corinthians, que conquistou o título invicto - a última vez que isso havia acontecido tinha sido em 1972 com o Palmeiras.




EM SÃO PAULO

Corinthians 1

Felipe; Alessandro, William, Diego e André Santos (Wellington Saci); Cristian, Elias e Douglas (Fabinho); Dentinho (Morais), Ronaldo e Jorge Henrique. Técnico: Mano Menezes

Santos 1

Fábio Costa; Luizinho (Molina), Domingos, Fabiano Eller e Triguinho; Roberto Brum, Germano, Madson e Paulo Henrique (Robson); Neymar (Maikon Leite) e Kléber Pereira. Técnico: Vágner Mancini

Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes (Fifa-SP)
Estádio: Pacaembu
Gols: Kléber Pereira, aos 27, e André Santos, aos 33 minutos do 1º tempo
Expulsão: Domingos
Público: 36.760 (total)
Renda: R$ 1.894.376,00

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