Corinthians conquista 5º título brasileiro
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segunda-feira, 05 de dezembro de 2011
Demétrio Vecchioli <br> Agência Estado 
São Paulo - Foi na base da raça, do coração. Em um jogo tenso, de poucas chances e nenhum gol, o Corinthians empatou por 0 a 0 com o Palmeiras e conquistou um resultado suficiente para comemorar o seu quinto título brasileiro, ontem, no Pacaembu. O taça vem num dia simbólico para o clube, uma vez que horas antes, pela madrugada, faleceu Sócrates, um dos mais importantes jogadores da história corintiana.
O jogo, porém, não acabou bem. Com 43 minutos do segundo tempo e o título praticamente assegurado, Jorge Henrique quis fazer graça e chutou o ar ao tentar um drible sobre João Vitor, na lateral. Os palmeirenses não gostaram da brincadeira e partiram para cima do corintiano. Leandro Castán e João Vitor foram expulsos, deixando cada time com nove jogadores. Antes, Valdivia e Wallace haviam recebido cartão vermelho.
Precisando apenas do empate o Corinthians jogou com o regulamento a seu favor, atacou pouco, segurou o resultado e comemorou o título quando a partida entre Vasco e Flamengo acabou no Rio.
Ao conquistar o seu quinto Brasileirão - antes foi campeão em 1990, 1998, 1999 e 2005 - o Corinthians ganha a chance de disputar pela terceira vez seguida a Copa Libertadores, em busca do grande título que falta à grande coleção alvinegra.
Sócrates é lembrado
As homenagens começaram quando os primeiros corintianos chegaram ao Pacaembu. Por todo o estádio surgiam faixas tratando do luto pela morte de Sócrates. Os jogadores alvinegros subiram ao gramado com uma delas, que relembrava uma frase célebre do ex-jogador: ''O Corinthians não é só um time e uma torcida. É um estado de espírito''. Assim que teve início o minuto de silêncio -não respeitado pela torcida, que gritou o nome do ex-jogador -, os jogadores corintianos levantaram o braço direito, de punho cerrado, com a mão esquerda nas costas, repetindo o gesto característico do ídolo.
O jogo
Diante da chance de título, o Corinthians demorou a controlar os nervos, o que o Palmeiras conseguiu fazer antes. Com isso, o time alviverde teve mais posse de bola durante os 40 primeiros minutos.
Porém, só nos últimos cinco minutos da primeira etapa é que surgiram chances reais de gol. A primeira foi do Palmeiras, aos 41. Valdivia rolou para trás, Cicinho chutou e Leandro Amaro desviou no meio do caminho, à esquerda. Três minutos depois, muita polêmica, quando Willian e Alessandro tabelaram na área e o atacante tropeçou ao tentar o chute, sendo atropelado depois por Leandro Amaro, motivo de insistente reclamação dos corintianos, que queriam pênalti.
Mal começou o segundo tempo e o Palmeiras também ganhou seu motivo para reclamar de Wilson Luiz Seneme. Valdivia chegou atrasado num lance, trombou com Jorge Henrique e levantou o braço em direção à cara do atacante. O árbitro não teve dúvidas em expulsar o palmeirense.
O lance voltou a deixar o jogo nervoso. Com o gol de Renato Abreu, o resultado no Engenhão passava a beneficiar o Corinthians, que não precisava se arriscar no ataque.
O Palmeiras, porém, continuava tendo a bola parada. E foi assim que quase marcou, aos 25. Marcos Assunção levantou na área e Fernandão resvalou de cabeça, mandando a bola na trave. O rebote caiu para Luan, que chutou por cima com o gol aberto.
Tudo ficou igual quando Wallace, que apareceu como titular no lugar do suspenso Ralf, fez falta violenta em Maikon Leite praticamente em cima da linha do meio-campo e foi expulso. Novas emoções só na briga que tomou conta do campo e depois, quando ela foi substituída por muita festa.
EM SÃO PAULO
Corinthians 0
Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, Leandro Castan e Fábio Santos; Wallace, Paulinho e Alex; Jorge Henrique (Moradei), Willian (Chicão) e Liedson (Edenilson). Técnico: Tite
Palmeiras 0
Deola; Cicinho (Maikon Leite), Leandro Amaro, Henrique e Gerley; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik (João Vitor) e Valdivia; Luan e Ricardo Bueno (Fernandão). Técnico: Luiz Felipe Scolari
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Estádio: Pacaembu
Expulsões: Leandro Castan, João Vitor, Valdivia e Wallace


