Rio, 24 (AE) - O Corinthians voltou atrás nas suas pretensões numa última tentativa de fazer o acordo de parceria com o Banco Icatu, que está praticamente inviabilizado. Segundo a Assessoria de Imprensa do banco, o presidente Luís Antônio Braga já havia decidido cancelar o pré-contrato com o Corinthians, firmado em outubro do ano passado, quando o clube optou por rever as suas novas exigências, como indexar os valores ao dólar e aumentar o montante das luvas, aceitando as condições anteriores. Braga, então, concordou em reunir-se novamente com o presidente corintiano, Alberto Dualib, e definir de uma vez por todas se o acordo é possível ou não. Amanhã, deve haver uma reunião entre as partes, aproveitando a presença de Braga, desde hoje em São Paulo.
A parceria com o Icatu é vista como salvação para o Corinthians, um clube que tem uma dívida estimada em R$ 15 milhões e uma folha de pagamento girando em torno de R$ 2 milhões. Todas as pendências do clube estão vinculadas ao fechamento do contrato. Os acertos com o zagueiro Gamarra e o meia Rincón, que exigem receber seus salários em dólar, na cotação do dia, dependem desse patrocínio, segundo os dirigentes informaram aos jogadores. O pagamento do passe do meia Ricardinho, também em dólar, dependeria do dinheiro que o banco iria investir: cerca de R$ 400 milhões em dez anos de contrato, sendo R$ 26 milhões de entrada.
Sem esse dinheiro, o Corinthians fica impedido de fazer grandes contratações. O vice-presidente de Marketing, Edgard Soares, disse que tem procurado elaborar planos promocionais e se resguardar quanto ao licenciamento da marca para obter novas fontes de receita para o clube. "Não podemos ficar só na dependência de um sim do banco."
O presidente Alberto Dualib, por sua vez, aposta na formação de jogadores nas categorias inferiores e na posterior venda dos passes deles. Pode ser o caso do atacante Fernando Baiano, pretendido por três clubes alemães e com o passe avaliado em US$ 10 milhões.

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