Corinthians cada vez mais perto da Série B
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segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Antero Greco<br>Agência Estado 
Recife - A Série B parece fascinar o Corinthians. O time que dois anos atrás conquistou o título nacional pela quarta vez, e despontava como a versão local do Real Madrid e seus galácticos, agora parece decidido a experimentar a aventura de disputar a divisão de acesso. O flerte com o rebaixamento vem desde a metade do campeonato, virou namoro firme há várias semanas e caminha para união - se não estável e duradoura, pelo menos por uma temporada. O mais recente passo nessa direção foi dado ontem com derrota por 1 a 0 para o Náutico, no Recife. Com 38 pontos, a equipe de Nelsinho Baptista se mantém entre as quatro últimas, com a companhia embaraçosa de Juventude, Paraná e América-RN.
A fase é tão ruim que a derrota surgiu no momento em que o empate em 0 a 0 parecia o resultado mais natural - mas que, na prática, não era bom para nenhum dos dois rivais amargurados que se enfrentaram no Estádio dos Aflitos. Como desgraça pouca é bobagem para quem está com a corda no pescoço, o 12º tropeço do time paulista se concretizou com pênalti cobrado por Geraldo, aos 45 minutos do segundo tempo. Para os pernambucanos, a alegria era tanta que parecia até vitória em final de Copa do Mundo. Para o Corinthians, a queda teve o peso de fim de mundo.
Ainda há possibilidade de salvação para o time paulista, desde que faça sua parte nos seis jogos que faltam e se, de quebra, receber ajudas de Inter, Goiás, Atlético-PR e tantos outros adversários igualmente ameaçados de irem para o limbo.
O duelo com o Náutico expôs mais uma vez a limitação do Corinthians, mesmo com o discurso e a projeção reconfortantes de Nelsinho. Não se pode esperar futuro radiante de uma equipe que consegue dar o primeiro chute a gol só aos 41 minutos da etapa inicial - em descida do lateral Fábio Ferreira - e que ainda assim morreu nos braços do goleiro Fabiano. Fora isso, Carlão, Betão, Finazzi, Gustavo Nery e companhia passaram o tempo todo tratando de segurar o ânimo de um rival bem limitado.
Desempenho que não mudou na fase final, se bem que pelo menos houve mais velocidade. Ainda assim, o melhor que o Corinthians produziu foi nova conclusão de Fábio Ferreira, aos 14 minutos, que exigiu intervenção precisa de Fabiano, que evitou o gol com os pés. Mas quem brilhou de novo foi Felipe, o goleiro que tem evitado vexames mais frequentes e mais pesados do lado corintiano: como virou rotina, ontem fez pelo menos quatro defesas difíceis. O que não é grande consolo, porque seu time afunda. Ou, para os otimistas, é bom começo para o elenco que jogará a Série B.
EM RECIFE
Náutico 1
Fabiano; Sidny (Marcelo Silva), Vágner Silva, Everaldo e Júlio César; Elicarlos, Daniel Paulista, Geral e Marcelinho; Ferreira (Radamés) e Felipe (Serginho). Técnico: Roberto Fernandes
Corinthians 0
Felipe; Fábio Ferreira, Zelão, Betão e Iran (Bruno Bonfim); Carlos Alberto, Moradei, Carlão (Aílton) e Gustavo Nery (Amaral); Lulinha e Finazzi. Técnico: Nelsinho Baptista
Árbitro: Héber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Estádio: dos Aflitos
Gol: Geraldo aos 45 minutos do 2º tempo


