Corinthians busca refúgio para fugir do rebaixamento
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domingo, 26 de outubro de 1997
Arthur de Almeida Agência Estado 
Primeiro, o Corinthians do ex-técnico Joel Santana elegeu Belo Horizonte para fugir das pressões da sua torcida. Não deu certo. O time perdeu para Cruzeiro e Fluminense; desde hoje à noite, e agora sob o comando do treinador Candinho, a equipe tem novo refúgio, a estância de Águas de Lindóia, onde permanecerá concentrada até quarta-feira à noite. É a mais nova tentativa de salvar o Corinthians do rebaixamento no Brasileirão. Encontrei um elenco abatido e desconfortável pela colocação, admitiu Candinho, antes do embarque.
É, de fato, um recomeço para os corintianos. Eles atravessaram uma semana das mais desgastante a pior do ano, segundo definiu o zagueiro Antônio Carlos. Nela, o time amargou a quarta derrota seguida, o ápice da crise que culminou com a dispensa pela diretoria do clube de toda a comissão técnica e a
contratação de outra, em menos de 24 horas.
A frase do momento é: não vamos cair. Nove entre dez jogadores a repetem. Agora sem um profissional de psicologia atuando, Candinho julga-se suficientemente apto ao exercer o papel. O psicólogo serei eu, assumiu. Quem não vive o dia-a-dia do futebol, não convive com o clube, mesmo se for o melhor psicólogo do mundo não vai resolver.
O técnico recém-contratado acha fundamental o período de isolamento com o elenco, em Águas de Lindóia. Até para tirar os jogadores do ambiente de chacotas da capital. Para nós, o importante é trabalhar com aplicação e serenidade para derrotarmos o Sport.
Esse próximo jogo será sábado. Comissão técnica e diretoria do clube o quer no Parque São Jorge, com o que já concordou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Mas o sinal verde ainda terá de ser dado pela Polícia Militar e o Contru, órgão da Prefeitura, que exige a construção de duas rampas de saída para o público da arquibancada para a Avenida Condessa Elisabeth de Robiano, para liberar o Estádio Alfredo Schurig para jogos.


