Corinthians busca quarto Brasileiro
PUBLICAÇÃO
domingo, 08 de dezembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - Decidir o título nacional e, na maioria das vezes, vencer passou a ser rotina para o Corinthians a partir dos anos 90. Nas décadas anteriores, o gostinho de ir à final ocorreu apenas em 1976, mas a esperança alvinegra na época parou na força do Inter de Figueroa, Falcão e Dadá, praticamente imbatível no estádio Beira-Rio. Aquela frustração antiga foi compensada com as conquistas de 90, 98 e 99. O tricampeonato também relegou a uma dimensão menor o tropeço diante do Palmeiras, em 94.
Na primeira vez em que o Corinthians arrebatou a hegemonia nacional teve como maestro e símbolo Neto. O meia ''rebelde'', que hoje se tornou cartola do Guarani, liderou em campo uma equipe que soube aliar talento e garra, criatividade e eficiência. Os rivais foram caindo, até sobrar o São Paulo de Zetti, Cafu, Antônio Carlos, Raí e do mestre Telê Santana. O Corinthians venceu o duelo inicial por 1 a 0, no meio da semana, e repetiu a dose, no dia 16 de dezembro. Tupãzinho, o ''talismã da Fiel'', fez o gol decisivo aos 9 minutos do segundo tempo.
Os mineiros foram vítimas corintianas no final da década. O Cruzeiro não suportou a superioridade guiada por Vanderlei Luxemburgo em 98. No ano seguinte, foi a vez de o Atlético Mineiro ruir diante da tática aprimorada por Oswaldo de Oliveira.
A decisão de 98 foi em três jogos os dois iniciais terminaram com empates de 2 a 2 (Mineirão) e 1 a 1 (Morumbi). Por ter feito campanha melhor, o time paulista tinha o direito de fazer o tira-teima em casa. No dia 23 de dezembro, com Morumbi lotado, bateu o Cruzeiro por 2 a 0, gols de Edílson e Marcelinho Carioca. Em 99, o Atlético ganhou a primeira, por 3 a 2, mas perdeu a segunda por 2 a 0. Na ''negra'', o empate de 0 a 0 deu o título ao Corinthians.
Horário A Rede Globo de Televisão propôs oficialmente a mudança de horário dos jogos entre Corinthians e Santos, no Morumbi, pelas finais do Campeonato Brasileiro, de 16 para 17 horas, por causa do calor. O argumento da emissora é que este horário garante ''maior conforto aos jogadores e aos torcedores que vão ao estádio''.
O Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo enviou um ofício à CBF e à Globo Esportes solicitando que as partidas fossem às 18 horas, o que considera ideal.


