Imagem ilustrativa da imagem Corinthians bate São Paulo e sobe para terceira posição
| Foto: SÉRGIO NEVES/ESTADÃO CONTEÚDO

São Paulo - O torcedor do Corinthians continua com a doce rotina na sua arena, na capital paulista, quando o adversário é o São Paulo. O clube alvinegro venceu no domingo (26) por 1 a 0, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, e chegou à nona vitória diante do rival no estádio. Desde 2014, ano da inauguração de nova casa, já são 12 jogos de invencibilidade contra o rival tricolor.

A vitória levou o Corinthians aos 11 pontos no Brasileirão. O time ultrapassou justamente o São Paulo na tabela de classificação e é o terceiro colocado por levar vantagem nos critérios de desempate.

Se não bastasse continuar com o incômodo jejum de nunca ter vencido na casa corintiana, o São Paulo vê a pressão aumentar às vésperas da partida desta quarta-feira (1º) contra o Bahia, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O time precisa vencer em Salvador depois de ter sido derrotado por 1 a 0, em pleno estádio do Morumbi.

O Corinthians abriu o placar logo aos seis minutos. Pedrinho bateu da entrada da grande área, a bola desviou em Arboleda e enganou o goleiro Tiago Volpi.

O gol no começo do jogo caiu como um balde de água fria no São Paulo. Nervosos, os jogadores erravam passes fáceis. Alexandre Pato, por exemplo, era facilmente desarmado e Vítor Bueno não aproveitou a chance entre os titulares ao retardar a maioria das jogadas.

Já o Corinthians jogava como o técnico Fábio Carille gosta, no contra-ataque. Faltava à equipe, no entanto, melhor acabamento nas jogadas. Assim, foram pelo menos duas boas oportunidades de gol desperdiçadas antes do intervalo.

Durante todo o primeiro tempo, o São Paulo só conseguiu chegar com perigo uma única vez. Aos 23 minutos, Cássio espalmou chute de Reinaldo e a bola sobrou para Arboleda no rebote. Sozinho, o zagueiro empurrou para o fundo da rede, mas estava impedido e o árbitro anulou o gol.

O principal erro do São Paulo era centralizar demais as jogadas de ataque. Os laterais praticamente não participavam da partida e, assim, facilitavam o trabalho dos defensores do Corinthians, que congestionaram a entrada da área, bloqueando as investidas do adversário. O time tricolor era lento e previsível.

Para o segundo tempo, o técnico Cuca não mexeu no intervalo e o time continuou mal. A primeira alteração veio aos 13 minutos, quando Hernanes entrou no lugar Everton. A equipe perdeu velocidade no ataque e ganhou posse de bola no meio de campo, além força nos chutes de média e longa distância, uma das principais características do meia.

O problema, porém, era o mesmo do primeiro tempo. O São Paulo não transformava posse de bola em chances de gol e esbarrava no forte esquema defensivo do Corinthians. O time de Carille, como de costume, confiava no poder de marcação e parecia não fazer muita questão de ficar com a bola, à espera de um vacilo do adversário para sair no contra-ataque.

Como o São Paulo não oferecia perigo, o Corinthians não passou sufoco, com exceção de raros lances de bola parada e nos minutos finais. Contudo, faltaram tranquilidade e pontaria aos jogadores tricolores.

EM SÃO PAULO

CORINTHIANS 1

Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Junior Urso e Sornoza; Pedrinho (Mateus Vital), Vagner Love (Gustavo) e Clayson (Ramiro). Técnico: Fábio Carille

SÃO PAULO 0

Tiago Volpi; Igor Vinícius (Igor Gomes), Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Hudson, Tchê Tchê e Vitor Bueno (Helinho); Antony, Alexandre Pato e Everton (Hernanes). Técnico: Cuca

GOL: Pedrinho, aos 6 do 1º tempo

ÁRBITRO: Flávio Rodrigues de Souza (SP)

RENDA: R$ 1.916.228,30

PÚBLICO: 39.378 pagantes

LOCAL: Arena Corinthians

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